A Frimesa iniciou uma nova fase de sua estratégia de crescimento na suinocultura, com foco na expansão de mercados, no desenvolvimento de produtos de maior conveniência e no avanço das exportações. O plano, iniciado em 2020, tem horizonte até 2032 e já resultou na conclusão da primeira etapa dos investimentos previstos pela cooperativa.
Em entrevista à Feed & Food durante o SIAVS 2026, o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, destacou que a empresa trabalha com uma visão de médio e longo prazo para ampliar sua participação na cadeia de proteína suína.
Segundo o executivo, a primeira fase do projeto foi concluída em 2023, com investimentos na modernização da estrutura frigorífica de Assis Chateaubriand (PR). Foram investidos R$ 1,3 bilhão nessa etapa. A unidade já processa cerca de 7 mil suínos por dia, aproximando-se da capacidade projetada para a primeira etapa do projeto. “A Frimesa tem um projeto de médio e longo prazo na suinocultura. Iniciamos a implementação em 2020, com uma visão e um horizonte até 2032. A primeira parte dos investimentos foi concluída em 2023”, afirmou Zydek.

Expansão passa pelo mercado
Com a capacidade industrial avançando, o próximo desafio apontado pelo executivo está na expansão dos mercados consumidores. Para isso, a Frimesa acompanha as transformações no comportamento do consumidor e busca adaptar seu portfólio às novas demandas. Na avaliação de Zydek, o consumidor atual procura cada vez mais praticidade, rapidez no preparo, porções adequadas às necessidades do dia a dia e disponibilidade constante dos produtos. “O consumidor moderno quer um produto praticamente pronto, que seja rápido de preparar, em porções adequadas à sua necessidade e que esteja sempre disponível”, explicou.
Essa mudança de comportamento coloca a indústria diante do desafio de acelerar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de ampliar a oferta de produtos processados e soluções de conveniência.
Para a Frimesa, a estratégia passa por transformar a capacidade industrial em produtos que agreguem valor à matéria-prima e atendam às novas ocasiões de consumo.
Exportação como frente de crescimento
Além do mercado brasileiro, a expansão internacional aparece como outra frente estratégica para a cooperativa. Zydek avalia que o Brasil mantém competitividade no mercado global de carne suína e ainda possui espaço para ampliar sua presença internacional. “O Brasil ainda é competitivo e nós acreditamos que tem um espaço para crescer no mercado externo”, afirmou.
A combinação entre aumento da capacidade produtiva, desenvolvimento de produtos e abertura de mercados deve orientar a próxima etapa do projeto da Frimesa até 2032.
Para a cooperativa, o desafio agora é transformar os investimentos realizados em crescimento de mercado, acompanhando tanto a evolução do consumo interno quanto as oportunidades no comércio internacional de proteína suína.



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