Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

IBGE: Deflação dos alimentos traz alívio ao consumidor e sinaliza estabilidade até o fim do ano

Dados do IBGE apontam recuo nos preços de itens básicos e indicam um cenário mais equilibrado para o agronegócio brasileiro.

Deflação dos alimentos

Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br

Os preços dos alimentos voltaram a cair no Brasil, e o movimento já é reconhecido oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados mais recentes, o grupo “Alimentação e bebidas” registrou deflação nos últimos meses e deve manter tendência de estabilidade até o fim de 2025. O cenário representa um alívio para o bolso do consumidor e também sinaliza um momento de maior equilíbrio na cadeia agroalimentar.

Segundo o levantamento, a variação negativa chegou a -0,26% em setembro, acumulando cerca de -1,17% nos últimos quatro meses. Entre os produtos que mais contribuíram para essa queda estão tomate (-11,5%), cebola (-10%), alho, batata e arroz — itens que haviam pressionado o orçamento doméstico ao longo do primeiro semestre.

A deflação é resultado de uma combinação de fatores. A melhora na oferta agrícola, com recuperação das safras e aumento dos estoques, reduziu a pressão sobre os preços no varejo. Além disso, a normalização dos custos logísticos e o recuo nas cotações de insumos agrícolas contribuíram para conter reajustes. O IBGE também observa que a alimentação fora do domicílio perdeu força, após um período de aumentos expressivos no início do ano.

Deflação dos alimentos
Fonte: IBGE

Para o agronegócio, o quadro abre espaço para análises mais amplas. A redução dos preços pode indicar custos mais controlados na base produtiva, beneficiando pecuaristas e produtores de proteína animal, especialmente os que dependem de grãos e farelos na formulação de rações. Ao mesmo tempo, a estabilidade tende a favorecer o planejamento de safras e estoques, permitindo decisões mais assertivas em um ano de incertezas climáticas.

Ainda assim, especialistas alertam que a tendência precisa ser acompanhada de perto. Caso as condições climáticas mudem ou o câmbio volte a pressionar os preços de exportação, o equilíbrio atual pode se reverter. Por ora, no entanto, a mensagem é positiva: depois de um longo período de alta, os alimentos voltam a caber no orçamento das famílias — e o campo respira um pouco mais aliviado.

LEIA TAMBÉM:

Pesquisa avalia bem-estar de bezerras com enriquecimento ambiental

A revolução do Beef on Dairy e os desafios para o Brasil

Saúde intestinal desde o berço garante produtividade ao longo da vida

Você está em
Texto 100%