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Rabobank prevê estabilidade monetária e crescimento moderado para o Brasil em 2025

Relatório “Nada fora do esperado” destaca manutenção da Selic, desaceleração da indústria e saldo comercial positivo puxado pelo agronegócio

rabobank,agronegócio

O cenário econômico brasileiro segue dentro do previsto, segundo o relatório “Nada fora do esperado”, divulgado pelo Rabobank em 10 de novembro. O estudo aponta que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15%, sinalizando um tom mais cauteloso (“hawkish”) diante das incertezas externas e das pressões inflacionárias ainda acima da meta. A instituição prevê o início de um ciclo de cortes de juros apenas no segundo trimestre de 2026, com a taxa caindo para 12,5% até o fim daquele ano.


Apesar do cenário restritivo, a balança comercial brasileira segue positiva. Em setembro, o superávit atingiu US$ 7 bilhões, resultado de exportações em alta (US$ 32 bilhões, +9,1%) e importações em queda (-0,8%). Entre os destaques das vendas externas estão soja (+42,7%), minério de ferro (+29,5%), carne bovina (+40,9%), café (+16%) e petróleo bruto (+9%). O relatório também menciona que a revogação da proibição chinesa às importações de aves brasileiras tende a favorecer o desempenho das exportações do setor agropecuário nos próximos meses.


Na produção industrial, o desempenho de setembro mostrou retração de 0,4% na comparação mensal, revertendo o avanço registrado em agosto (0,7%). O Rabobank avalia que o setor deve enfrentar dificuldades para sustentar crescimento no ambiente atual de crédito caro e juros elevados.


Em relação às projeções, o banco estima crescimento do PIB de 2% em 2025 e 1,6% em 2026, com inflação de 4,6% e dólar encerrando o ano a R$ 5,55. Para o agronegócio e outros segmentos exportadores, o câmbio favorável e o avanço das vendas externas devem seguir como principais motores de estabilidade econômica, compensando parcialmente o arrefecimento da atividade doméstica.


O Rabobank reforça que a combinação entre juros altos, incerteza geopolítica e oscilação nos preços das commodities exigirá cautela das empresas brasileiras nos próximos meses, sobretudo aquelas expostas ao comércio exterior.

Por Caroline Mendes

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