O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade voltou a cair em janeiro e já acumula o terceiro mês consecutivo de recuo, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Centro de Pesquisas, o principal fator por trás dessa piora nas relações de troca é a forte desvalorização do frango vivo, movimento associado à oferta elevada de animais desde o fim de 2025.
Com mais produto disponível no mercado e demanda ainda em ritmo lento no início do ano, os preços da ave sofreram pressão, reduzindo a capacidade de compra do produtor frente aos custos de produção.

No caso dos insumos, o comportamento tem sido misto. O milho, principal componente da ração, registra leve recuo nas cotações, o que ajuda a limitar as perdas na margem do produtor. Já o farelo de soja, outro item essencial na formulação da ração, apresenta movimento de alta, ampliando a pressão sobre os custos.
Mesmo com a pequena acomodação do milho, o avanço no preço do farelo e a queda mais intensa do frango vivo fazem com que o saldo final siga negativo para o avicultor neste início de ano.
Segundo o Cepea, o cenário reforça a necessidade de atenção do produtor ao planejamento de custos e ao ritmo de alojamento, enquanto o mercado busca um novo ponto de equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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