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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
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Queda do milho perde força, enquanto soja registra máximas em 2025

Movimentos opostos refletem cautela de vendedores no milho e forte demanda externa pela soja, sustentada pelo câmbio e pela valorização nos portos

milho

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Os preços do milho e da soja seguem trajetórias distintas no mercado brasileiro, de acordo com os últimos levantamentos do Cepea. No caso do milho, a pressão baixista observada nas últimas semanas perdeu força. Em algumas praças, inclusive, houve leves reações positivas, reflexo da postura mais firme dos vendedores e da valorização das cotações nos portos, impulsionadas pelo dólar mais alto e pelos preços no mercado externo. Muitos produtores, já com o cereal colhido e armazenado, não sentem necessidade imediata de vender, enquanto outros limitam a oferta spot na expectativa de condições mais favoráveis. Já do lado da demanda, compradores preferem trabalhar com estoques próprios ou realizar negociações antecipadas, o que ajuda a frear maiores avanços nos preços.

Safra recorde nos EUA pressiona o milho, enquanto cortes do USDA e forte demanda chinesa sustentam a soja.
A alta se estende ainda aos derivados, especialmente o farelo de soja, muito demandado para exportação, o que estimulou consumidores domésticos a recompor estoques diante do risco de novas valorizações.

A soja, por sua vez, opera em direção contrária e atingiu as máximas do ano. A firme demanda internacional e doméstica, somada à valorização do câmbio, tem sustentado as negociações, principalmente nos portos, acirrando a disputa entre compradores brasileiros e importadores. O movimento também é favorecido pela queda nos custos de frete, o que reforça a valorização no interior do país. Segundo o Cepea, tanto os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) quanto Paraná registraram patamares recordes em 2025. A alta se estende ainda aos derivados, especialmente o farelo de soja, muito demandado para exportação, o que estimulou consumidores domésticos a recompor estoques diante do risco de novas valorizações.

Enquanto o milho ensaia uma possível estabilização após semanas de queda, a soja mantém trajetória firme de alta, confirmando a diferença de momento entre os dois mercados.

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