Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27

Pseudorrabia nos EUA gera restrições pontuais, mas exportações de carne ao México seguem mantidas

Surto identificado em Iowa e Texas levou a bloqueios preventivos para subprodutos suínos, enquanto cortes de carne continuam liberados para o mercado mexicano

pseudorrabia nos EUA

As exportações de carne suína dos Estados Unidos para o México seguem mantidas mesmo após a confirmação de surtos de pseudorrabia, também conhecida como doença de Aujeszky, em rebanhos localizados nos estados de Iowa e Texas. Apesar disso, alguns produtos derivados da cadeia suinícola passaram a enfrentar restrições sanitárias preventivas impostas por parceiros comerciais.

O foco sanitário foi identificado no fim de abril em granjas ligadas aos dois estados norte-americanos. Desde então, autoridades sanitárias dos Estados Unidos e de países importadores passaram a intensificar medidas de monitoramento e controle para evitar riscos relacionados à disseminação da doença.

Segundo informações divulgadas pela Federação Americana de Exportação de Carne (USMEF), os cortes de carne suína continuam liberados para exportação ao México. No entanto, produtos considerados de maior risco sanitário, como peles e vísceras, tiveram cargas retidas ou impedidas de avançar no desembaraço aduaneiro mexicano.

A entidade destacou ainda que o diálogo entre as autoridades sanitárias dos Estados Unidos e do México permanece em andamento para avaliar os próximos passos relacionados ao comércio entre os países.

pseudorrabia nos EUA
Autoridades sanitárias dos Estados Unidos intensificaram ações de vigilância após confirmação de focos de pseudorrabia em rebanhos suínos. Crédito: Reprodução

Canadá também adota medidas preventivas

Além do México, o Canadá também implementou restrições pontuais relacionadas ao surto. As medidas envolvem principalmente materiais classificados como de maior risco sanitário, incluindo subprodutos crus não comestíveis, produtos derivados de sangue suíno sem tratamento e esterco suíno cru.

As restrições têm caráter preventivo e fazem parte dos protocolos sanitários normalmente adotados diante da confirmação de enfermidades que possam afetar a cadeia produtiva animal.

Até o momento, nenhum novo caso foi oficialmente comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) desde a identificação inicial dos focos ligados a Iowa e Texas.

Doença permanece presente em populações selvagens

A pseudorrabia é considerada controlada na maior parte da produção comercial norte-americana, mas o vírus ainda circula em algumas populações de suínos selvagens nos Estados Unidos. Essa condição mantém o risco de transmissão ocasional para sistemas de criação ao ar livre.

Diante desse cenário, autoridades sanitárias norte-americanas informaram que devem ampliar as ações de vigilância epidemiológica e resposta sanitária, seguindo os protocolos do programa de erradicação da doença no país.

Casos esporádicos da enfermidade também continuam sendo registrados em diferentes regiões do mundo. Em 2026, surtos foram reportados na Hungria e em Papua Nova Guiné, enquanto a França registrou novo ressurgimento da doença no fim de 2025.

Sintomas afetam diferentes fases da produção

A doença de Aujeszky é causada pelo herpesvírus suíno tipo 1 e pode provocar impactos sanitários importantes em animais de diferentes idades.

Entre os principais sintomas estão problemas respiratórios, perdas reprodutivas, abortos e nascimento de leitões natimortos. Em animais jovens, os sinais clínicos podem incluir falta de coordenação motora, perda de apetite, vômitos e diarreia.

Já em suínos mais velhos, a enfermidade pode causar espirros, tosse, pneumonia e, em casos mais severos, até cegueira, aumentando os prejuízos sanitários e produtivos nas granjas afetadas.

Fonte: USMEF, WOAH e imprensa internacional, adaptado pela equipe Feed&Food

LEIA TAMBÉM

Aquicultura paulista ganha força e tilápia passa a integrar o valor da produção agropecuária

Alta dos insumos pressiona produção animal e entra no centro dos debates do CBNA 2026

Esmagamento de soja avança no Brasil impulsionado por farelo e biodiesel

Você está em
Texto 100%