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Alta dos insumos pressiona produção animal e entra no centro dos debates do CBNA 2026

Evento reúne especialistas em São Paulo para discutir estratégias nutricionais e alternativas para reduzir custos na produção de aves, suínos e bovinos

custos de produção animal

A volatilidade nos preços do milho e da soja voltou a ampliar a pressão sobre os custos da produção animal no Brasil e deve ocupar espaço central nas discussões da 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, que será realizada entre os dias 12 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O encontro vai reunir especialistas da indústria de nutrição animal, pesquisadores, representantes da agroindústria e profissionais da cadeia produtiva para debater os impactos do atual cenário global sobre os custos de produção e as estratégias adotadas pelo setor para manter competitividade e eficiência.

Entre os principais desafios discutidos no evento está justamente a alta volatilidade das commodities agrícolas, especialmente milho e soja, que seguem como base da alimentação animal no país.

Segundo o zootecnista e especialista em Nutrição de Aves da Seara, Bruno Reis de Carvalho, a alimentação representa hoje a maior parcela dos custos dentro da avicultura. “Cerca de 70% do custo de produção do frango está ligado à alimentação dos animais. A base da ração ainda é milho e soja, e o preço desses ingredientes determina grande parte do custo de produção”, afirmou.

custos de produção animal
Volatilidade nos preços do milho e da soja amplia pressão sobre os custos da produção animal e reforça busca por eficiência na nutrição. Crédito: Reprodução

Indústria busca alternativas nutricionais

Diante do cenário de maior pressão sobre margens, a indústria vem intensificando a busca por soluções capazes de reduzir custos sem comprometer desempenho zootécnico e produtividade.

Entre as estratégias discutidas pelo setor estão a diversificação das matérias-primas utilizadas nas formulações, maior aproveitamento nutricional dos ingredientes e adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva.

Ingredientes alternativos como sorgo e trigo passaram a ganhar espaço em determinadas regiões e cenários de mercado, reduzindo parcialmente a dependência das commodities tradicionais.

“Em determinados momentos é possível utilizar ingredientes com melhor custo sem perder desempenho. A ideia é trabalhar formulações mais diversificadas, sempre avaliando custo e resultado produtivo”, explicou Carvalho.

Além das mudanças nas formulações, o setor também discute avanços no processamento industrial das rações, uso de inteligência artificial, automação e ferramentas voltadas à gestão nutricional dentro das granjas e agroindústrias.

Eficiência produtiva ganha protagonismo

O cenário de custos elevados vem ampliando o foco da cadeia de proteína animal sobre eficiência operacional e retorno sobre investimento em nutrição animal.

Segundo especialistas do setor, a busca por maior aproveitamento dos nutrientes, redução de desperdícios e melhoria na conversão alimentar passou a ter impacto direto sobre a competitividade das empresas.

Esses temas estarão no centro do Painel sobre Retorno do Investimento na Nutrição Animal, programado para o dia 13 de maio durante a reunião do CBNA.

A programação da edição 2026 também deve abordar sustentabilidade econômica das dietas, biosseguridade, qualidade das matérias-primas, uso responsável de insumos e novas tecnologias aplicadas à nutrição animal.

O evento será realizado paralelamente à Fenagra, feira internacional voltada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food.

Fonte: CBNA, adaptado pela equipe Feed&Food

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