Uma nova fábrica de processamento de ovos em pó está sendo enviada à Etiópia como parte de um projeto voltado à melhoria da nutrição infantil no país. A unidade deve entrar em operação ainda no segundo trimestre de 2026.
A iniciativa é conduzida pelo UNICEF, com apoio técnico da International Egg Foundation, e tem como objetivo ampliar o acesso a alimentos nutritivos por meio da produção local.
Produção local como estratégia nutricional
A fábrica será responsável por transformar ovos frescos em pó, um produto com maior vida útil e facilidade de armazenamento e distribuição. A proposta é garantir fornecimento contínuo de proteína e micronutrientes para programas alimentares.
O modelo busca reduzir a dependência de cadeias externas e fortalecer os sistemas alimentares locais, utilizando matéria-prima produzida dentro do próprio país.

Ovo em pó amplia alcance de programas alimentares
O conceito utilizado no projeto permite converter ovos in natura em um ingrediente versátil, que pode ser incorporado a iniciativas como alimentação escolar e outras ações voltadas à nutrição infantil.
A estratégia atende a contextos em que o acesso a ovos frescos é limitado ou irregular, ampliando a disponibilidade de nutrientes essenciais.
Processamento garante segurança e qualidade
Antes da secagem, os ovos passam por um processo de pasteurização, etapa fundamental para assegurar a segurança microbiológica do produto.
O sistema inclui ainda equipamentos de secagem e manuseio, permitindo a produção em escala com padronização e conformidade com normas de segurança alimentar.
Parcerias estruturam implementação
A operação envolve diferentes atores. A fundação do setor de ovos atua no suporte técnico, enquanto o UNICEF lidera a execução do projeto.
Empresas especializadas são responsáveis pelo fornecimento de equipamentos e operação local, com apoio do governo etíope para viabilizar a implementação e integração às políticas nacionais de alimentação e agricultura.
Projeto pode ser replicado em outros países
A iniciativa é vista como um modelo potencial para expansão em outras regiões da África, especialmente em países que enfrentam desafios relacionados à segurança alimentar.
Além de atender à demanda interna, há possibilidade de ampliar a produção ou distribuir o produto para mercados regionais, dependendo da evolução do projeto.
Fonte: International Egg Foundation e UNICEF, adaptado pela equipe Feed&Food
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