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Consumo de carne nos EUA segue forte, mesmo com estabilidade do rebanho

Demanda cresce no varejo e alimentação fora de casa, enquanto produção avança de forma moderada

consumo de carne nos EUA

A demanda por carne nos Estados Unidos permanece aquecida até 2026, sustentando o desempenho do setor de proteína animal. Dados recentes indicam crescimento de 6,8% nas vendas em valor no varejo e avanço de 2% no volume comercializado no período de 12 meses encerrado em janeiro de 2026.

O movimento reflete a preferência do consumidor por proteínas, mesmo em um cenário de custos elevados e mudanças no padrão de consumo alimentar.

Alimentação fora de casa ganha espaço

Além do varejo, os gastos com alimentação fora do lar seguem em alta. Em 2025, o consumo médio mensal per capita nesse segmento chegou a US$ 349, aumento de US$ 10 em relação ao ano anterior.

Já os gastos com alimentação em casa somaram US$ 263 mensais, com crescimento mais moderado. A diferença reforça a tendência de maior consumo em restaurantes, impulsionada por fatores como conveniência e mudança de hábitos.

O aumento dos custos de mão de obra no setor de food service também impacta esse cenário, pressionando preços e levando redes a ajustarem seus cardápios.

consumo de carne nos EUA
Consumo de carne segue aquecido nos Estados Unidos, com avanço nas vendas no varejo. Crédito: Reprodução

Frango ganha espaço nos cardápios

Diante do aumento de custos, restaurantes de serviço rápido têm ampliado a oferta de pratos à base de frango, em substituição a opções com carne bovina. A estratégia busca preservar margens em um ambiente de custos mais elevados.

O movimento reforça a competitividade da avicultura no mercado norte-americano, especialmente em períodos de maior pressão sobre preços.

Rebanho se mantém estável

Apesar da forte demanda e de custos mais favoráveis de ração, o tamanho total do rebanho de animais consumidores de grãos permanece estável em cerca de 100 milhões de unidades nos últimos quatro anos.

O número é inferior ao pico registrado em 2019, quando o total se aproximou de 102 milhões de unidades. A principal redução ocorreu no gado em confinamento, parcialmente compensada pelo crescimento da suinocultura e da avicultura.

Crescimento deve seguir gradual

A expectativa é de que o rebanho bovino avance de forma lenta nos próximos anos, sem mudanças significativas no total de animais. O mercado deve se ajustar gradualmente à maior oferta de carne entre diferentes proteínas.

O cenário indica uma cadeia equilibrada, com demanda consistente e produção ajustada, sustentando a estabilidade do setor no médio prazo.

Fonte: CoBank e Circana, adaptado pela equipe Feed&Food

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