O Brasil registrou aumento de 6% nas exportações de carne de frango em março, mesmo diante dos impactos logísticos provocados pela guerra no Oriente Médio. O volume embarcado alcançou 504,3 mil toneladas no período, mantendo o fluxo comercial ativo apesar das restrições na região.
O principal entrave foi o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento da produção. A interrupção exigiu adaptações rápidas por parte das empresas, que recorreram a rotas alternativas para garantir o abastecimento dos mercados compradores.
Queda no Oriente Médio e compensação global
Os embarques destinados ao Oriente Médio registraram queda de 19,8% em volume e de 22,2% em receita na comparação com março de 2025. A região é tradicionalmente um dos principais destinos da proteína brasileira, o que elevou o desafio logístico no período.
Mesmo com a retração, o desempenho em outros mercados compensou as perdas. A retomada da regularidade nas compras por parte da China, após restrições relacionadas à influenza aviária, contribuiu para sustentar o crescimento total das exportações.
Em receita, o Brasil somou US$ 944,7 milhões em março, alta de 6,2% na comparação anual, reforçando a capacidade de adaptação do setor diante de cenários adversos.

Estratégia logística garante continuidade dos embarques
Para manter o fluxo de exportações, as empresas do setor ajustaram suas operações logísticas, evitando interrupções no fornecimento internacional. A adoção de rotas alternativas permitiu contornar as restrições temporárias, ainda que com aumento de custos.
Parte das cargas destinadas ao Oriente Médio ficou retida em portos ou foi redirecionada. Com a recente trégua no conflito, a expectativa é de normalização gradual dos embarques e possível liberação de volumes represados.
Desempenho regional reforça demanda externa
Entre os estados exportadores, o Rio Grande do Sul mantém desempenho positivo, com alta de 11,9% nas vendas externas no acumulado do ano. A região tem forte dependência do mercado do Oriente Médio, que absorve cerca de 40% da produção local.
Mesmo diante das dificuldades logísticas, a demanda internacional pela carne de frango brasileira segue firme, sustentando o crescimento das exportações e reforçando o posicionamento do país no comércio global de proteína animal.
Fonte: ABPA e Asgav, adaptado pela equipe Feed&Food
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