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CNA reforça calendário de semeadura e vazio sanitário para conter ferrugem da soja

Portaria do Mapa define regras para safra 2026/2027 e mantém períodos na maioria dos estados

vazio sanitário da soja

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou produtores sobre a importância do cumprimento do calendário de semeadura e do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027. As diretrizes foram estabelecidas na Portaria SDA/Mapa nº 1.579, publicada na sexta-feira (10) no Diário Oficial da União.

A medida define os períodos em que o cultivo é permitido e os intervalos obrigatórios sem a presença de plantas vivas de soja, com o objetivo de reduzir a incidência de doenças e preservar a produtividade das lavouras em todo o país.

Regras mantidas e ajustes regionais

De acordo com o Ministério da Agricultura, os períodos adotados na safra anterior foram mantidos nos principais estados produtores. A principal mudança ocorreu na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

A regionalização busca adequar as regras às condições climáticas locais e melhorar a eficiência das medidas fitossanitárias, especialmente em áreas com maior risco de disseminação de doenças.

vazio sanitário da soja
Ferrugem asiática da soja avança em estados produtores e reforça importância do vazio sanitário. Crédito: Reprodução

Ferrugem asiática exige atenção redobrada

A CNA destaca que o cumprimento das medidas é essencial para conter a ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura da soja. O vazio sanitário atua interrompendo o ciclo do fungo ao eliminar plantas hospedeiras durante a entressafra.

Já o calendário de semeadura contribui para evitar a sobreposição de lavouras, reduzindo a propagação da doença ao longo do ciclo produtivo e facilitando o controle fitossanitário.

Dados recentes indicam aumento nos casos da doença na safra 2025/2026. No Paraná, os registros subiram de 66 para 156 ocorrências. Em Mato Grosso do Sul, passaram de 12 para 70, enquanto no Rio Grande do Sul houve crescimento de 25 para 61 casos.

Clima e manejo influenciam avanço da doença

Segundo a CNA, o aumento está relacionado, entre outros fatores, às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo. O cenário reforça a necessidade de adoção rigorosa das práticas de manejo recomendadas.

O controle de plantas voluntárias, aliado ao monitoramento constante das lavouras, é apontado como essencial para reduzir os impactos da doença e garantir estabilidade produtiva.

A entidade ressalta que o calendário de semeadura e o vazio sanitário são medidas complementares, e que a efetividade depende da adesão dos produtores e da execução correta das práticas ao longo do ciclo.

Fonte: CNA e Mapa, adaptado pela equipe Feed&Food

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