A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), reuniu importadores, representantes do governo e empresas exportadoras na quarta-feira (16), em Tóquio, no Japão. O encontro teve como foco fortalecer a relação comercial com o mercado japonês e discutir a ampliação das exportações brasileiras de carne suína.
A ação ocorreu em uma unidade da rede Barbacoa e incluiu a apresentação de cortes e pratos preparados com carne de frango e suína produzidas no Brasil. Participaram do encontro o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi, representantes da Embaixada do Brasil em Tóquio e empresas do setor.
Reconhecimento japonês é próximo passo
Atualmente, Santa Catarina é o único estado brasileiro autorizado a exportar carne suína ao Japão. A negociação busca ampliar esse acesso para outras unidades da Federação. O Brasil já possui reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território, mas a ampliação dos embarques depende do reconhecimento sanitário pelas autoridades japonesas.

A abertura de novas origens poderia ampliar a capacidade de fornecimento ao mercado japonês. Santa Catarina, que mantém acesso ao país, teve o Japão como principal destino de sua carne suína no primeiro trimestre de 2026, com 31,7% da receita das exportações estaduais do produto.
Mercado movimenta US$ 1,268 bilhão
Entre janeiro e agosto de 2026, o Japão importou 451,9 mil toneladas de proteínas animais brasileiras, segundo a ABPA. O volume inclui 322,2 mil toneladas de carne de frango, 127,2 mil toneladas de carne suína e 2,5 mil toneladas de ovos, com receita total de US$ 1,268 bilhão.
No mesmo período, as exportações brasileiras de carne suína somaram 1,057 milhão de toneladas, alta de 8,9% em relação aos oito primeiros meses de 2025. Com 127,2 mil toneladas adquiridas, o Japão respondeu por cerca de 12% do volume exportado pelo Brasil no período.
“Foi uma ótima oportunidade de integração entre os principais importadores de produtos brasileiros com as empresas e os entes brasileiros. A relação entre os dois países é marcada pela tradição, seja em relação aos laços culturais como também comerciais, já que o mercado japonês demanda nossos produtos há mais de três décadas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



Nenhuma discussão ainda. Seja o primeiro a comentar.