A ausência de diretrizes específicas para mensurar emissões de gases de efeito estufa (GEE) na aquicultura tem mobilizado uma iniciativa internacional liderada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e coordenada pela Embrapa Meio Ambiente.
O objetivo é desenvolver uma metodologia inédita a ser submetida ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, preenchendo uma lacuna considerada crítica na contabilidade climática do setor.
Atualmente, países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima contam com orientações consolidadas para setores como agricultura e pecuária. No entanto, mesmo com o crescimento da aquicultura em nações como Brasil e China, não há metodologias padronizadas para o cálculo de emissões e remoções nessa atividade. Na prática, essa ausência dificulta a elaboração de inventários nacionais consistentes e limita a inclusão do setor em políticas climáticas e mecanismos de financiamento internacional.
Segundo a pesquisadora Fernanda Sampaio, da Embrapa Meio Ambiente, a falta de métricas confiáveis representa um dos principais entraves para o avanço sustentável da aquicultura. “Sem parâmetros claros, torna-se difícil orientar políticas públicas ou avaliar o impacto real das tecnologias adotadas”, afirma.
Confira a matéria completa na edição 230 da Revista Feed&Food

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