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Produção global de carne bovina cai em 2025, mas preços disparam

Redução da oferta e tarifas elevadas nos EUA desafiam exportadores brasileiros e mexem com o mercado internacional
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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O mercado global de carne bovina passa por um momento de tensão em 2025, marcado por queda na produção em diversas regiões do mundo e alta nos preços. Segundo o relatório Global Beef Quarterly Q3 2025, da Rabobank, os primeiros seis meses do ano registraram uma retração de 1% na produção mundial, refletindo quedas significativas na União Europeia (-5%), Nova Zelândia (-17%) e Estados Unidos (-5%). Em contraste, países como Austrália (+11%) e China (+7%) apresentaram crescimento, mas insuficiente para compensar o déficit global.

Essa redução na oferta gerou forte pressão sobre os preços. No Hemisfério Norte, os valores da carne bovina atingiram patamares recordes, enquanto no Hemisfério Sul, especialmente Brasil e Austrália, os preços subiram devido à demanda robusta por exportação. Nos Estados Unidos, embora os preços tenham mostrado sinais de moderação recentemente, o mercado ainda enfrenta desequilíbrios entre oferta e procura.

O cenário brasileiro é particularmente desafiador. Os Estados Unidos aplicaram tarifas adicionais de 40% sobre a carne bovina brasileira, elevando a alíquota total para 76,4%. Apesar disso, as exportações do país para os EUA cresceram 94% até julho de 2025, indicando que os exportadores anteciparam embarques antes da implementação das tarifas e reforçando a importância do Brasil como fornecedor estratégico no comércio global.

carne bovina
No Hemisfério Norte, os valores da carne bovina atingiram patamares recordes, enquanto no Hemisfério Sul, especialmente Brasil e Austrália, os preços subiram devido à demanda robusta por exportação

O relatório também destaca que o mercado global permanece sensível às mudanças climáticas e à disponibilidade de insumos, fatores que afetam a produção em países-chave. A expectativa é que, ao longo de 2025, a produção global total caia cerca de 2%, mantendo a pressão sobre os preços e criando oportunidades e desafios para exportadores, especialmente na América do Sul.

Com a demanda global ainda aquecida e as incertezas comerciais, analistas apontam que estratégias de diversificação de mercados e ajuste de produção serão fundamentais para que os países produtores mantenham competitividade e consigam aproveitar os sinais de valorização da carne bovina no comércio internacional.

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