Durante a FENACAM 2025, o professor Matheus Ramalho de Lima, do Departamento de Ciências Animais (DCA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), apresentou resultados promissores de um estudo sobre o uso de probióticos em dietas para peixes. A pesquisa, conduzida no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da instituição, investiga a aplicação de uma cepa específica de Bacillus coagulans, com foco em superar um dos maiores desafios na formulação de rações: a resistência das bactérias benéficas ao processo de extrusão, etapa essencial na fabricação dos alimentos.
Segundo o pesquisador, a inovação do estudo está na capacidade dessa cepa de suportar as altas temperaturas e pressões do processo de extrusão, o que permite que o probiótico seja incorporado diretamente à ração. “Esse é um avanço importante, porque elimina a necessidade de um segundo manejo. O produtor pode aplicar o probiótico diretamente via ração e, com isso, garantir todos os benefícios que ele traz — melhora da saúde intestinal, melhor desempenho zootécnico, qualidade de carne e até aumento da atividade antioxidante”, explica.
O trabalho apresentado pelo grupo reforça o potencial dos probióticos na aquicultura moderna, tanto em termos de sustentabilidade quanto de eficiência produtiva. Para o professor Matheus, no entanto, o impacto do projeto vai além dos resultados técnicos. Ele também destacou o papel transformador que essas pesquisas exercem sobre os estudantes envolvidos. “A minha maior função é trazer nossos alunos para esses eventos. O objetivo é permitir que eles vivenciem o ambiente do setor, conheçam empresas, produtores e potenciais empregadores. É uma forma de mostrar que o esforço em pesquisa científica gera resultados que ultrapassam o laboratório e transformam vidas”, afirma.

O docente ressaltou que essa vivência prática aproxima a universidade do mercado e fortalece a formação de profissionais mais preparados e conscientes do papel da ciência no avanço da aquicultura. “Transformar a vida dos alunos é transformar a cadeia produtiva. Cada um deles leva consigo o aprendizado e o compromisso de melhorar o setor como um todo”, conclui.
Camila Santos, de Natal (RN)
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