INDICADORES CEPEA
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
Publicidade

Conteúdo

Exigências de Aminoácidos Digestíveis para Tilápias é pauta na Fenacam

Professor destacou o avanço científico no Brasil, que permite formular rações com base em energia digestível, aminoácidos disponíveis e fósforo disponível
Por Camila Santos
Compartilhe este post


Com mais de três décadas dedicadas à nutrição de peixes, o professor Wilson Massamitu Furuya, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentou na XXI FENACAM uma das palestras mais aguardadas do evento: “Exigências de Aminoácidos Digestíveis para Tilápias”. O pesquisador destacou a posição de liderança do Brasil no cenário mundial da nutrição aquícola e o avanço científico que permite hoje formular rações com base em energia digestível, aminoácidos disponíveis e fósforo disponível — um patamar alcançado por poucos países.

Publicidade

Segundo Furuya, essa conquista é resultado de mais de 30 anos de pesquisas contínuas e colaboração entre universidades, centros de pesquisa e a indústria. Ele lembrou que os primeiros estudos de digestibilidade começaram ainda na década de 1980, e que hoje o país conta com um banco de dados robusto que possibilita formulações precisas e sustentáveis, ajustadas às diferentes fases produtivas das tilápias.

O professor explicou que a nutrição de precisão baseada em aminoácidos disponíveis melhora o desempenho e a conversão alimentar, e reduz significativamente o impacto ambiental da piscicultura. “Quando equilibramos corretamente o perfil de aminoácidos, aumentamos a retenção de nitrogênio e reduzimos a excreção para o ambiente — isso melhora o desempenho produtivo e reduz a pegada de carbono”, destaca.

Pesquisador destacou a posição de liderança do Brasil no cenário mundial da nutrição aquícola (Foto: FeedFood)

Entre as atualizações apresentadas, Furuya ressaltou o aumento nas exigências de lisina e metionina, reflexo da evolução genética das tilápias e da busca por melhor rendimento de filé e qualidade de carne. “Hoje, a lisina passou de 1,5% para cerca de 2%, e a metionina, de 0,7% para 0,76%. Esses ajustes refletem o que há de mais atualizado em pesquisa aplicada à tilapicultura”, observa.

Além dos aminoácidos clássicos, o pesquisador destacou o papel dos aminoácidos funcionais, como a glutamina, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias importantes para enfrentar situações de estresse térmico e sanitário. Outro ponto de destaque foi a adoção de enzimas exógenas nas rações — uma inovação que vem aumentando a eficiência no uso de ingredientes vegetais e reduzindo a necessidade de óleo nas dietas. “As empresas começaram a incorporar enzimas como beta-mananase, que melhoram o valor energético das dietas e ajudam a manter a qualidade da água”, explicou.

Com base em dados de desempenho e conversão alimentar, o pesquisador mostrou que pequenas melhorias na formulação — como a aplicação do conceito de proteína ideal — podem gerar grande impacto econômico e ambiental. Ele exemplificou que a redução de 0,7 g de nitrogênio excretado por quilo de peixe produzido significaria 422 toneladas a menos de nitrogênio lançadas no ambiente por ano, se aplicadas em escala nacional. “Os detalhes fazem diferença. Na prática comercial, a terceira casa decimal na conversão alimentar tem impacto econômico real. É nesse nível de precisão que estamos trabalhando”, afirma.

Furuya enfatizou ainda, o avanço da colaboração entre universidades e empresas, e o reconhecimento internacional do trabalho brasileiro. “Hoje trabalhamos com colegas de Portugal, Espanha e Colômbia, e nossos protocolos são replicados em vários países. Essa troca é essencial para manter o Brasil como referência em nutrição de peixes tropicais”, conclui.

Camila Santos, de Natal (RN), camila@dc7comunica.com.br

LEIA TAMBÉM:

FENACAM 2025 será lançada em Natal com foco no protagonismo do camarão cultivado brasileiro

Itamar Rocha celebra 20 anos da Fenacam e projeta futuro promissor para a aquicultura

Aquecimento global potencializa toxicidade de microplásticos e metais pesados em peixes

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :