O Presidente da Feira Nacional do Camarão (FENACAM), Itamar Rocha destacou, em entrevista à Feed&Food, o caráter inovador e internacional da edição 2025, realizada no Centro de Convenções de Natal (RN). “Estamos muito confiantes, porque esta FENACAM tem um diferencial: reunimos 60 palestrantes, quando normalmente temos cerca de 46. É um leque ampliado de informações e tecnologias de ponta para o setor”, afirma.
Entre os temas de destaque, Itamar ressaltou as novas tecnologias de automação alimentar, com sistemas inteligentes capazes de identificar — por som — o momento em que o camarão está mastigando a ração, liberando a próxima porção apenas quando necessário. “São avanços que reduzem desperdício, melhoram o manejo alimentar e aumentam a eficiência produtiva”, explica.
Outro ponto alto da programação é a palestra de uma pesquisadora de Singapura, que apresentará uma vacina inédita contra o vírus da necrose infecciosa muscular (IMNV) — doença conhecida no Brasil como “NIN”. “É uma inovação importante, porque a NIN é um grande desafio para a carcinicultura nacional. Essa pesquisadora vem com apoio de empresas de ração e laboratórios, e o interesse é mútuo: o Brasil quer acesso à tecnologia, e eles querem se aproximar do nosso mercado”, destacou o presidente.

Itamar também lembrou que a FENACAM é resultado de intercâmbio técnico global, fruto de experiências e contatos em grandes eventos internacionais. “Estive recentemente em Bali, no Vietnã e na China. Trouxemos o que há de mais atual em tecnologia de cultivo e biossegurança. É um orgulho ver esse conhecimento desembarcando aqui em Natal”, disse.
Com uma programação que inclui palestras técnicas, feira de negócios e rodadas de relacionamento, o evento reafirma o papel do Nordeste como epicentro da carcinicultura brasileira e do Brasil como potência no cenário mundial. “A FENACAM é a força que mantém nosso setor unido, inovador e preparado para enfrentar desafios. É com eventos como este que seguimos fortalecendo a cadeia e mostrando que o país é protagonista global na produção sustentável de camarão”, concluiu Itamar Rocha.
Camila Santos, de Natal (RN), camila@dc7comunica.com.br
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