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XXI FENACAM destaca o papel do crédito cooperativo para a carcinicultura potiguar

Palestrante ressaltou a importância do reinvestimento local como diferencial do cooperativismo financeiro
Por Camila Santos
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Durante o segundo dia da XXI FENACAM, realizada no Centro de Convenções de Natal (RN), o gerente de crédito rural do Sicoob Potiguar, José Edgar Gomes Jr., apresentou a palestra “Crédito Cooperativo e Sustentabilidade: o papel do Sicoob Potiguar no fortalecimento da carcinicultura do Rio Grande do Norte”.

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O palestrante ressaltou a importância do reinvestimento local como diferencial do cooperativismo financeiro: “Tudo que a gente tem de sobra é reinvestido na própria região, no próprio Estado”, afirma. Segundo ele, o Sicoob atua com linhas específicas para custos operacionais, investimentos em expansão e modernização tecnológica, transição energética e automação de processos — pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do camarão.

José Edgar destacou que o crédito rural cooperativo busca oferecer soluções personalizadas, considerando o perfil e o momento de cada produtor. “Não chamamos de cliente, e sim de cooperado. Nosso papel é orientar para que o crédito seja aplicado da forma mais eficiente possível”, observa, enfatizando o conceito de crédito inteligente.

Itamar Rocha, presidente da Fenacam, homenageia José Edgar Gomes Jr (Foto: FeedFood)

Entre os principais instrumentos disponíveis, o Sicoob Potiguar trabalha com linhas do Plano Safra 2025/26, BNDES Rural, CPRF (Cédula do Produtor Rural Financeira) e linhas próprias de investimento, com condições diferenciadas para pequenos, médios e grandes produtores. O banco cooperativo também tem incentivado o financiamento de sistemas fotovoltaicos, energia solar e tecnologias de monitoramento da qualidade da água, reforçando o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

O palestrante também abordou os desafios enfrentados pelo setor de crédito rural, especialmente no que diz respeito às novas exigências ambientais. “As ferramentas que monitoram o meio ambiente muitas vezes não reconhecem legislações estaduais, e isso tem travado operações de financiamento importantes”, explica, referindo-se a sistemas de consulta como o MEPs Bioma, que têm gerado apontamentos automáticos sobre áreas produtivas.

Para enfrentar essas barreiras, o Sicoob Potiguar tem buscado parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como o IFRN, UFRN e Sebrae, com foco em transferência de tecnologia e capacitação. “O futuro da carcinicultura potiguar depende da nossa capacidade de cooperar. O produtor não é cliente: ele é dono, parceiro e protagonista do desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, conclui José Edgar.

Camila Santos, de Natal (RN) camila@dc7comunica.com.br

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