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Principais impactos do estresse térmico sobre o metabolismo proteico e o desempenho produtivo de suínos

Entenda como o estresse térmico provoca uma série de adaptações fisiológicas que impacta o metabolismo e o desempenho dos suínos

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O estresse térmico provoca uma série de adaptações fisiológicas que comprometem profundamente o metabolismo proteico e o desempenho dos suínos. A primeira resposta observada é a redução voluntária do consumo de ração, uma tentativa do animal de diminuir o incremento calórico associado à digestão e ao metabolismo dos nutrientes.

É o que explica Henrique Lobato, professor de Suinocultura e Doutorando em Produção de Não-Ruminantes da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo ele, no entanto, esse menor aporte de substratos reduz o ganho de peso, a proteossíntese e a eficiência alimentar. “Além disso, ocorre redirecionamento do fluxo sanguíneo do trato gastrointestinal para a periferia com o objetivo de dissipar calor, o que leva à menor oxigenação e suprimento de nutrientes ao epitélio intestinal. Esse processo favorece hipóxia, aumento da permeabilidade intestinal, atrofia de vilosidades e redução da digestibilidade de aminoácidos”, afirma.

De acordo com ele, somam-se a isso processos inflamatórios e aumento significativo da produção de radicais livres, resultando em estresse oxidativo. “A combinação entre menor ingestão, menor absorção e maior demanda metabólica altera o balanço ácido- -base, induz hiperventilação e compromete a homeostase geral”, explica.

Henrique Lobato aponta que a estratégia fundamental é a redução da Proteína Bruta (PB) da dieta acompanhada da suplementação com aminoácidos industriais (cristalinos), mantendo o conceito de proteína ideal. “O metabolismo do excesso de proteína dietética é energeticamente custoso e gera maior incremento calórico durante os processos de desaminação e excreção de ureia”, diz. “A formulação de dietas com teores reduzidos de PB, porém balanceadas quanto aos aminoácidos limitantes, mitiga a produção de calor metabólico endógeno. Essa estratégia permite que o suíno mantenha um consumo de ração mais próximo do adequado, o que contribui para preservar a eficiência de retenção de nitrogênio e minimizar perdas de desempenho, mesmo em condições de calor intenso.

Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

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