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Preços de ovos e carne de frango recuam em julho

Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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O mês de julho foi marcado por desvalorizações tanto no mercado de ovos quanto no de carne de frango, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Esalq/USP). Embora ambos os setores tenham enfrentado retração nos preços, as causas e os impactos são distintos — e refletem desafios específicos de cada cadeia produtiva.

No caso dos ovos, as cotações caíram de forma acentuada em praticamente todas as regiões acompanhadas. A retração é atribuída ao enfraquecimento das vendas, especialmente no fim do mês, período que tradicionalmente registra menor procura por parte do consumidor. Essa baixa demanda, somada ao aumento nos custos de produção, reduziu consideravelmente o poder de compra dos avicultores frente a insumos essenciais, como milho e farelo de soja.

Mesmo com a pressão de curto prazo, as médias de julho ainda superam as registradas há um ano. Essa sustentação é explicada, em parte, pelo ajuste na oferta ocorrido no início do ano, com o descarte antecipado de poedeiras mais velhas, e pela retomada gradual do consumo com o retorno às aulas e a demanda de setores como a panificação e a indústria alimentícia.

Mercado de carne de frango registrou o terceiro mês seguido de queda nas médias de preços

Já o mercado de carne de frango registrou o terceiro mês seguido de queda nas médias de preços. A desvalorização foi intensificada pelo excesso de oferta no mercado interno, cenário influenciado por embargos às exportações após a confirmação de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Esse fator limitou as vendas externas e aumentou a disponibilidade do produto no mercado doméstico.

No atacado da Grande São Paulo, a redução foi particularmente expressiva: recuo de 13,4% em relação a junho, a maior queda para o período em 18 anos. Ainda assim, quando comparados ao mesmo mês de 2024, os preços seguem mais altos, sustentados pela competitividade da proteína avícola frente à carne bovina e à suína em determinados períodos do ano.

O cenário indica que, enquanto o setor de postura enfrenta uma combinação de menor demanda e custos de produção elevados, a avicultura de corte lida com uma pressão pontual de oferta excessiva, mas mantém um desempenho anual positivo. Para os próximos meses, o comportamento dos preços dependerá do equilíbrio entre oferta e demanda, tanto no mercado interno quanto nas exportações, além da evolução dos custos de produção.

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