Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O mercado agrícola brasileiro tem mostrado comportamentos distintos para soja e milho, de acordo com dados do Cepea. No caso da soja, a queda do dólar frente ao real tem limitado os negócios no país. A desvalorização da moeda norte-americana reduziu a paridade de exportação, pressionando as cotações internas e deixando vendedores mais cautelosos. Mesmo assim, alguns agentes buscam oportunidades, atentos ao recuo de 0,25 ponto percentual nos juros dos Estados Unidos e à manutenção da taxa Selic em níveis elevados no Brasil. Além do câmbio, o setor acompanha de perto o andamento das atividades de campo nas duas principais origens globais, Brasil e EUA. Para a safra 2025/26, a Conab estima área recorde de 49,08 milhões de hectares e produção de 177,6 milhões de toneladas, ligeiramente acima da projeção do USDA, que aponta 175 milhões de toneladas.

Já o milho segue em cenário mais firme. Os preços permanecem sustentados, uma vez que vendedores limitam a oferta ao mercado doméstico e priorizam negociações a valores mais altos. Na parcial de setembro, até o dia 18, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registra média de R$ 64,92 por saca de 60 kg, o maior patamar dos últimos três meses. No mercado externo, as exportações brasileiras de milho ganharam ritmo: nos dez primeiros dias úteis de setembro, foram embarcadas 3,05 milhões de toneladas, volume que corresponde a quase metade do total exportado em setembro do ano passado.
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