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Mesa de Mercado · CEPEA
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Preços da carne suína sobem em maio, mas produto perde competitividade frente ao frango e à bovina

Exportações batem recorde para o mês, mas demanda interna e cenário sanitário influenciam mercado

suino vivo

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Apesar de uma leve retração nos preços na última semana de maio, os valores médios da carne suína seguiram em alta na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. O impulso veio principalmente do aumento na demanda associado ao Dia das Mães. No entanto, a segunda quinzena do mês foi marcada por menor procura e por um ambiente especulativo diante do cenário de gripe aviária.

Na região SP-5 — que inclui Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — o suíno vivo foi negociado a R$ 8,55/kg em maio, valorização de 1,5% em relação a abril. O Oeste Catarinense registrou alta de 1,7%, com média de R$ 8,31/kg. Os maiores avanços mensais foram observados em Arapoti (PR), com 2,9%, e em Avaré (SP), com 2,76%.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça especial suína teve alta de 2,4% no comparativo mensal, alcançando média de R$ 12,74/kg. Entre os cortes, destacam-se a costela e o pernil com osso, com elevações de 3,5% e 3%, respectivamente.

Apesar do desempenho positivo nos preços, a carne suína perdeu competitividade frente ao frango e à bovina. O frango inteiro resfriado registrou recuo de 0,8%, com média de R$ 8,65/kg, enquanto a carcaça casada bovina caiu 4%, para R$ 22,02/kg. A diferença entre o preço da suína e da carne de frango aumentou 9,9% em relação a abril. Já frente à bovina, a diferença diminuiu 11,6%.

Foto: reprodução
Apesar do desempenho positivo nos preços, a carne suína perdeu competitividade frente ao frango e à bovina

No cenário externo, o Brasil exportou 117,5 mil toneladas de carne suína in natura em maio, 13,7% acima do volume embarcado no mesmo mês de 2024. Apesar da queda de 8,1% em relação a abril, o volume é recorde para o mês na série histórica da Secex iniciada em 1997. A receita com as exportações somou R$ 1,64 bilhão — 42,6% acima da obtida em maio do ano anterior.

Entre os destinos da proteína brasileira, houve retração nos embarques para China, Hong Kong e Filipinas. Por outro lado, cresceram os envios ao Chile, Japão e Singapura.

Além disso, o poder de compra do suinocultor paulista melhorou. A valorização do suíno vivo e a queda nos preços do milho e do farelo de soja — principais insumos da atividade — permitiram que os produtores comprassem mais quilos de ração com a mesma quantidade de carne vendida.

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