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São Paulo reajusta cotação do suíno vivo para R$ 163/@ com expectativa de forte consumo

Referência da Bolsa Mezo Wolters aponta valorização diante da previsão de aumento na demanda de junho; frigoríficos sinalizam novas tabelas para o atacado e varejo

Marcelo Macaus – jornalistamacaus@gmail.com

A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo sinalizou uma nova referência para a cotação do suíno vivo, estabelecendo o valor de R$ 163,00/@, o que equivale a R$ 8,70/kg vivo, nas condições posto frigorífico, com pagamento em 21 dias. A movimentação reflete a projeção de que esta semana será a de melhor desempenho em termos de consumo em junho.

Ao todo, foram comercializados 20.500 suínos, de acordo com o boletim divulgado pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). A valorização ocorre em um contexto de otimismo crescente, com frigoríficos sinalizando a possibilidade de novas tabelas de preços para os mercados atacadista e varejista – o que, segundo analistas, fortalece a sustentação da nova cotação.

“A certeza de que teremos uma semana de forte consumo dá segurança para que possamos trabalhar com o valor de R$ 163,00/@ já a partir desta semana”, destacaram agentes do setor em nota divulgada pela APCS.

Além disso, o indicador milho registrou R$ 69,02/saca, resultando numa relação suíno/milho de 1:2,36, patamar que ainda exige atenção dos produtores quanto ao custo de produção, embora represente melhora frente a semanas anteriores. Na conversão internacional, o preço do suíno vivo paulista ficou em US$ 29,11/@, com o dólar cotado a R$ 5,60.

O reajuste é visto como estratégico, especialmente em um mês em que datas comemorativas e pagamentos de salários tendem a impulsionar o consumo de proteína animal. Para os suinocultores, o momento representa alívio parcial, mas também exige monitoramento contínuo dos custos de insumos e das sinalizações do mercado varejista.

Movimentação reflete a projeção de que esta semana será a de melhor desempenho em termos de consumo em junho (Foto: Reprodução)

Fonte: APCS

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