O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda de 1,38% em maio frente ao mês anterior. O resultado, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta sexta-feira (19), refletiu retrações na maior parte dos grupos acompanhados pelo indicador.
O principal recuo mensal foi observado no IPPA-Cana-Café, com baixa de 8,71%. Também houve queda no IPPA-Hortifrutícolas, de 2,75%, e no IPPA-Pecuária, de 0,81%. Na direção oposta, o IPPA-Grãos avançou 1,02%, indicando comportamento distinto entre os grupos analisados no período.
Movimento por grupo
Entre os grãos, as principais altas foram registradas para algodão, soja e trigo. Já arroz e milho exerceram pressão negativa sobre o grupo, limitando o avanço do indicador no mês.
Na pecuária, os preços de leite e frango vivo subiram em maio, enquanto boi gordo, ovos e suíno vivo apresentaram quedas. No segmento hortifrutícola, as valorizações da batata e do tomate contrastaram com as retrações nos preços da banana, laranja e uva.
No grupo Cana-Café, tanto o café quanto a cana-de-açúcar registraram recuos nos valores no período. O desempenho desse grupo foi o principal responsável pela pressão negativa sobre o IPPA/CEPEA em maio.

Comparação com outros índices
Enquanto o IPPA/CEPEA caiu 1,38%, o IPA-OG-DI registrou alta de 1,27% no mês. Segundo o Cepea, esse comportamento indica que, em maio, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos preços industriais.
No mercado internacional, os preços dos alimentos avançaram 1,21% em dólares. No entanto, com a apreciação da moeda brasileira, de 0,98%, o aumento foi mais moderado quando medido em reais, ficando em 0,22%.
No acumulado do ano, o IPPA/CEPEA apresenta queda de 10,01%, com retrações em todos os grupos: Cana-Café (-21,49%), Grãos (-9,24%), Hortifrutícolas (-7,67%) e Pecuária (-5,14%). No mesmo período, o IPA-OG-DI recuou 0,18%, enquanto os preços internacionais dos alimentos acumulam baixa de 12,40% em reais e de 1,40% em dólares, em meio à valorização de 11,07% do real.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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