Os preços do suíno vivo no sistema integrado ficaram acima dos registrados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em julho. A inversão foi informada nesta quinta-feira (23) e vem sendo observada em praças do Sul, especialmente em Braço do Norte (SC).
Tradicionalmente, o mercado spot opera com valores superiores aos do sistema integrado, já que o produtor independente assume custos e riscos maiores na atividade. O movimento contrário, portanto, evidencia as dificuldades enfrentadas por esse segmento ao longo de 2026.
Oferta pressiona mercado spot
Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta elevada de animais no mercado interno, combinada à procura enfraquecida, tem pressionado as negociações. O desequilíbrio entre disponibilidade e demanda mantém as cotações do independente em níveis reduzidos e ajuda a explicar a inversão registrada em algumas localidades.

Em 22 de julho, o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq variou de R$ 4,74/kg no Paraná a R$ 5,44/kg em Minas Gerais. As cinco praças monitoradas tiveram queda diária. No acumulado mensal, quatro registravam baixa: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Apenas o Paraná apresentava avanço.
Carcaça recua no mês
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,26/kg no dia 22. Embora tenha avançado 0,24% na comparação diária, o produto acumulava desvalorização de 3,05% no mês.

Para o Cepea, a combinação entre oferta elevada e demanda enfraquecida sustenta a pressão sobre o mercado independente e mantém atípica a relação de preços com o sistema integrado em determinadas regiões.




