A produção brasileira de carne suína deve alcançar o maior nível do ano entre julho e setembro de 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em resultados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A ampliação da produção ocorre tradicionalmente no terceiro trimestre, quando a cadeia se prepara para atender ao aumento da demanda doméstica e externa no fim do ano. Embora o consumo sazonal possa favorecer uma recuperação das cotações, a disponibilidade elevada tende a limitar a intensidade desse movimento.

Abate cresce antes do pico
No segundo trimestre, foram abatidos 15,58 milhões de suínos sob algum tipo de inspeção sanitária, aumento de 3,2% ante o mesmo período de 2025 e de 2% na comparação com os três primeiros meses deste ano.
O peso acumulado das carcaças chegou a 1,49 milhão de toneladas, com altas de 4,8% na comparação anual e de 4,5% frente ao trimestre anterior. Os números ainda são preliminares, mas indicam que a oferta já vinha avançando antes do pico projetado pelo Cepea.

Cotações permanecem pressionadas
Em 26 de agosto, o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq variou entre R$ 4,53 por quilo no Paraná e R$ 5,02 por quilo em Minas Gerais. Todas as cinco praças acompanhadas registraram queda no mês, com recuos entre 2,58% e 5,98%.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial foi negociada, na mesma data, a R$ 7,38 por quilo, acumulando desvalorização mensal de 10,22%.
Segundo o Cepea, o mercado independente enfrenta sobreoferta em boa parte de 2026, o que pressiona os preços dos animais e dos cortes. A evolução das cotações até dezembro dependerá da capacidade de absorção da produção pelas vendas internas e pelas exportações.



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