O mercado do boi gordo registrou avanço moderado nos preços em outubro, segundo análise do Cepea/Esalq-USP. O Indicador CEPEA/B3 para o estado de São Paulo fechou o mês com média de R$ 310,51 por arroba, alta de 0,86% frente a setembro. Em relação ao mesmo período de 2024, o valor deflacionado representa aumento de 2,33%. Já em Mato Grosso, a elevação foi de cerca de 3%, com a arroba cotada a R$ 296,69.
Apesar da firmeza nas cotações, o ritmo de alta foi contido em comparação com anos anteriores. O Cepea aponta que o movimento se deve principalmente ao grande volume de contratos entre confinadores e indústrias, o que reduziu a necessidade de compras no mercado à vista. Além disso, a oferta controlada de animais terminados ajudou a manter o equilíbrio entre preços e demanda.
O levantamento também mostra que os custos de reposição seguem em alta. Bezerros e bois magros registraram valorização mais expressiva, refletindo a menor oferta e o aumento da procura por animais para engorda. Essa tendência pode pressionar as margens de confinamento nos próximos meses.
No mercado externo, o desempenho foi destaque. As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram 320,56 mil toneladas em outubro, novo recorde histórico, com receita de R$ 9,57 bilhões (US$ 1,78 bilhão). Desse total, 58,4% tiveram como destino a China, reforçando a importância do país asiático para o setor.
Tradicionalmente, outubro é um mês de forte valorização da arroba, mas o Cepea observa que, em 2025, o avanço foi mais discreto. A combinação de contratos firmados, escalas de abate ajustadas e bom desempenho das exportações contribuiu para um cenário de estabilidade relativa. Para os próximos meses, o comportamento dos preços deve depender do ritmo das exportações, da taxa de câmbio e da oferta de animais prontos para o abate.
Por Caroline Mendes
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