Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br
O mercado do boi gordo iniciou a semana com um movimento de alta em praças importantes do país. A principal razão para a valorização é o encurtamento das escalas de abate, que estão em patamares relativamente curtos, forçando as indústrias frigoríficas a elevarem suas ofertas para garantir a matéria-prima e cumprir contratos.
Em São Paulo, o estado de referência, a cotação do boi gordo e do “boi China” registrou alta de R$1,00/@. O boi gordo está cotado em R$312,00/@ e o “boi China” (animal que atende aos requisitos de exportação para o mercado chinês) é negociado a R$317,00/@, apresentando um ágio de R$5,00/@. As escalas de abate na região estão, em média, para sete dias, um período considerado estreito.
O cenário de oferta restrita se repetiu no Pará, onde as cotações subiram em todas as regiões pesquisadas. Em Marabá, por exemplo, o preço de todas as categorias subiu R$2,00/@. O “boi China” na praça de Redenção também teve alta de R$2,00/@, sendo apregoado a R$302,00/@. As escalas de abate no estado variam de quatro a seis dias.
Outros estados também acompanharam o movimento de valorização. Em Alagoas, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$5,00/@ em relação ao dia anterior, com o boi gordo cotado a R$300,00/@.

Mercado Futuro e Indicador ESALQ
A valorização no mercado físico reflete no mercado futuro. O contrato de novembro de 2025 na B3, por exemplo, fechou a R$325,95/@, com alta de R$0,90/@ em relação ao dia anterior.
O Indicador ESALQ também mostra a firmeza do mercado. Na data de referência, o indicador à vista estava em R$313,35, enquanto o preço a prazo se situava em R$317,33.
A tendência de escalas de abate mais curtas e a necessidade de compra por parte dos frigoríficos indicam que o mercado do boi gordo deve manter-se firme no curto prazo.





