Atualmente o Rio Grande do Sul ocupa o nono lugar no ranking brasileiro de exportações de carne bovina. Conforme o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, o estado possui três frigoríficos habilitados para exportar à China, atual líder global em importações do produto. Já o cenário produtivo nacional registrou expansão de 84% ao longo dos últimos dez anos. A pecuária gaúcha nos mercados internacionais foi tema da apresentação do presidente do dirigente durante a XXI Jornada Nespro e II Congresso de Criadores nesta semana.
Apesar dos indicadores de crescimento do país, o mercado gaúcho registra recuo de participação nas exportações. “O Rio Grande do Sul já foi o primeiro lugar de exportação”, declara Lopes. Ele aponta que o estado precisa de articulação para aprovar novas indústrias no exterior. “Nós temos que ter uma ação público-privada do estado que aumente o número de plantas habilitadas”, conclui.

Um dado apresentado pelo presidente aponta que até 2030, quatro em cada cinco pessoas no mundo viverão em países importadores líquidos de alimentos. A demanda por proteína animal tem projeção de alta, impulsionada por mercados da Ásia. A China deve somar 400 milhões de cidadãos com maior poder de compra até 2035 e a Índia apresenta curva demográfica e de consumo nos mesmos moldes. O presidente da Farsul, afirmou que “o mundo não será dependente do Brasil apenas no futuro, ele já é”. Ele pontuou também a necessidade de representatividade dos produtores nas negociações internacionais de mercado.
A sustentabilidade é palavra de ordem para o dirigente e, segundo ele, neste quesito o Brasil também está à frente. “A base de produção agropecuária do país utiliza técnicas de recuperação de pastagens, plantio direto e sistemas integrados. Na área de energia, o Brasil lidera o uso de fontes renováveis no G20 e projeta aumento de participação no mercado de biocombustíveis, incluindo o combustível de aviação (SAF).”




