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OCESC defende cooperativismo como vetor de estabilidade econômica

Vanir Zanatta cobra propostas para reformas, infraestrutura e eficiência do Estado durante o ciclo eleitoral brasileiro

O presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, defende que o cooperativismo pode atuar como fator de estabilidade econômica e social diante das incertezas do ciclo eleitoral brasileiro. No material encaminhado à Feed&Food, ele critica a superficialidade do debate público e cobra propostas mais claras para temas como equilíbrio fiscal, infraestrutura, eficiência do Estado e competitividade do setor produtivo.

Reformas entram no debate

Zanatta avalia que reformas administrativa, tributária e previdenciária precisam ocupar espaço central nas discussões. A reforma tributária do consumo entrou em fase de implementação em 2026, com introdução gradual da CBS e do IBS, enquanto propostas de reforma administrativa continuam em tramitação e debate no Congresso Nacional.

Segundo o dirigente, o desafio não se limita à criação de novas regras, mas envolve simplificação, previsibilidade e controle de despesas. Ele afirma que o setor produtivo precisa de um ambiente que reduza incertezas, evite aumento da carga fiscal e permita decisões de investimento de longo prazo.

Infraestrutura limita o campo

Na agropecuária, Zanatta aponta a infraestrutura fora das propriedades como um dos principais entraves. Deficiências em estradas, armazenagem, energia e logística elevam custos e reduzem a competitividade de cadeias que dependem de transporte eficiente e acesso regular aos mercados.

Para ele, candidatos e futuros gestores devem apresentar compromissos claros com investimentos estruturais, políticas públicas para o meio rural e melhoria da capacidade administrativa. A cobrança é direcionada a propostas verificáveis, e não apenas a discursos gerais durante a campanha.

Modelo distribui resultados

Nesse cenário, Zanatta apresenta o cooperativismo como um modelo baseado em gestão democrática, escala coletiva e distribuição de resultados. Ao reunir produtores, trabalhadores e empreendedores, as cooperativas podem ampliar acesso a mercados, crédito, assistência técnica e estruturas de processamento.

O dirigente também relaciona estabilidade econômica à qualidade das instituições. Ele cita respeito às regras democráticas, fortalecimento dos partidos e responsabilidade na gestão pública como elementos necessários para reduzir insegurança e preservar a confiança de famílias e empresas.

Para o período posterior às eleições, a expectativa apresentada é de que o governo eleito enfrente as limitações fiscais com pragmatismo. Na avaliação de Zanatta, o cooperativismo continuará relevante ao combinar organização econômica, geração de renda e desenvolvimento regional, tanto no campo quanto nas cidades.

Confira a matéria completa na edição 230 da Revista Feed&Food

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