A pecuária brasileira passa por um novo momento sanitário, marcado pela retirada da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa em diversas regiões do país. A mudança, que reflete avanços no status sanitário nacional, também amplia a necessidade de um manejo mais rigoroso dentro das propriedades.
Com um rebanho estimado em mais de 238 milhões de cabeças, o Brasil mantém posição de destaque na produção global de carne bovina. Nesse cenário, a sanidade animal ganha protagonismo como fator decisivo para sustentar produtividade, competitividade e segurança alimentar.
A ausência da vacinação obrigatória não elimina riscos sanitários dentro das fazendas. Pelo contrário, exige maior atenção por parte dos produtores na adoção de práticas preventivas, capazes de reduzir a incidência de doenças e manter o desempenho dos animais.
Controle sanitário passa a ser estratégico
Entre os principais desafios está o controle de parasitas, que impactam diretamente indicadores produtivos, como ganho de peso, conversão alimentar e taxa de prenhez. A presença de parasitas internos e externos pode comprometer significativamente o potencial produtivo do rebanho.
Estudos do setor apontam que as perdas causadas por infestações parasitárias podem chegar a cerca de R$ 70 bilhões por ano no Brasil, evidenciando o impacto econômico da sanidade inadequada.
Diante desse cenário, práticas como vermifugação estratégica e programas sanitários bem definidos tornam-se fundamentais para garantir eficiência produtiva e reduzir prejuízos ao longo do ciclo.

Planejamento e monitoramento ganham força
A adoção de calendários sanitários estruturados ao longo do ano tem sido uma das principais estratégias para mitigar riscos. O monitoramento constante permite ao produtor agir de forma antecipada, com base em dados e condições específicas de cada sistema produtivo.
Períodos críticos, como a transição para a seca, exigem atenção redobrada, já que podem favorecer a proliferação de parasitas e impactar o desempenho dos animais.
Além disso, o uso de tecnologias e ferramentas de gestão contribui para uma tomada de decisão mais assertiva, alinhando produtividade e sustentabilidade no campo.
Novo cenário exige adaptação do produtor
A evolução do status sanitário do Brasil abre oportunidades no mercado internacional, mas também aumenta a responsabilidade dentro das propriedades. A manutenção de padrões elevados de sanidade passa a ser determinante para garantir acesso a mercados e competitividade global.
Nesse contexto, o produtor precisa ajustar sua estratégia, investindo em prevenção, controle e acompanhamento contínuo do rebanho. A eficiência produtiva passa, cada vez mais, pela capacidade de antecipar desafios sanitários e reduzir riscos operacionais.
Fonte: setor pecuário e dados de mercado, adaptado pela equipe Feed&Food
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