Poucas expressões definem tão bem o momento vivido pela avicultura mundial quanto está: convivemos com a Influenza Aviária. Não como um evento episódico, mas como uma realidade permanente do cenário sanitário internacional. Em um mundo de cadeias globais interligadas, fluxos comerciais intensos e circulação irrestrita de aves silvestres e migratórias, o vírus deixou de ser uma exceção para se tornar um fator estrutural do debate sobre segurança alimentar, comércio internacional e confiança pública.
Foi exatamente sob esse pano de fundo talvez o mais sensível já enfrentado pelo setor global que Ricardo Santin encerrou a sua gestão à frente do International Poultry Council (IPC), durante o Encontro Anual da entidade, realizado em Atlanta, nos Estados Unidos. Um ciclo iniciado em dezembro de 2023 e marcado por uma palavra-chave: preparação.
Primeiro brasileiro a presidir o conselho internacional da avicultura, Ricardo Santin conduziu a entidade em um período no qual a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade deixou de ser apenas um desafio sanitário para se tornar também um tema geopolítico, comercial e social. Fechamentos automáticos de mercados, decisões baseadas mais em percepção do que em ciência e impactos diretos sobre o acesso global a proteínas animais passaram a compor a rotina do setor.
A resposta da gestão brasileira no IPC foi clara: substituir improviso por método e reação por coordenação. Um dos principais legados do período foi a reformulação profunda da comunicação institucional do conselho, reposicionando o IPC como um polo técnico global, capaz de dialogar com governos, organismos multilaterais e a sociedade com base em evidências científicas. Esse movimento culminou na criação de um plano internacional de preparação para crises sanitárias, com foco específico na Influenza Aviária.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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