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Milho mantém tendência de alta, com suporte na retração de vendedores e paridade de exportação

Mercado segue firme, mas ritmo das negociações é moderado e Cepea aponta menor pressão compradora e produtores cautelosos
Por Camila Santos
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Camila Santos, da redação

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Os preços do milho voltaram a registrar avanço na semana encerrada em 3 de novembro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O movimento mantém a tendência observada no boletim anterior, divulgado em 27 de outubro, mas com novos fatores de sustentação no curto prazo.

De acordo com o Cepea, o atual suporte de preços vem da retração dos vendedores, que seguem concentrados nas atividades de campo e no desenvolvimento das lavouras, além da paridade de exportação elevada, que reforça o interesse externo pelo cereal. Pesquisadores destacam que, diante da maior presença de compradores na última semana, muitos produtores se afastaram das negociações, à espera de novas valorizações. Novos lotes têm sido ofertados apenas em situações de necessidade de caixa ou liberação de armazéns.

Comparativo semanal mostra mudança na dinâmica de mercado

Na semana anterior (27/10), o Cepea já havia apontado alta nas cotações, impulsionada também pela postura retraída dos produtores, mas com demanda interna limitada, o que freava movimentos mais intensos de valorização. Agora, embora o comportamento dos vendedores siga semelhante, o relatório de 03/11 indica que o mercado comprador voltou mais ativo, o que alterou parcialmente o equilíbrio das negociações.

Novos lotes têm sido ofertados apenas em situações de necessidade (Foto: Reprodução)

Ainda assim, o consumo doméstico segue contido, e parte dos consumidores continua utilizando estoques em vez de realizar novas aquisições — fator que tem impedido altas mais expressivas.

Campo e perspectivas para a próxima safra

Nos boletins recentes, a Conab afirma que as condições climáticas permanecem favoráveis à safra verão, com chuvas mais regulares em regiões do Sul e melhor perspectiva de plantio da segunda safra de 2026 no Centro-Oeste, dentro do período ideal.

Esse cenário reforça as expectativas de boa produção nacional na próxima temporada, embora o comportamento do mercado internacional e do câmbio siga determinante para a formação dos preços internos.

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