O mercado brasileiro de milho apresenta comportamentos distintos entre regiões produtoras e consumidoras no início de março. Com produtores concentrados na colheita e no escoamento da soja, a oferta de milho no mercado spot segue limitada em parte do País.
Em regiões consumidoras, como o estado de São Paulo, a disponibilidade restrita frente à demanda mantém os preços firmes. A menor presença de vendedores ativos no mercado físico sustenta as negociações, especialmente em polos ligados à produção de proteína animal e à indústria de ração.
No Sul do Brasil, o cenário é diferente. Com o avanço da colheita da safra de verão, a maior oferta pressiona as cotações regionais. O aumento da disponibilidade imediata amplia o poder de barganha dos compradores e resulta em enfraquecimento dos valores praticados.

Apesar da pressão baixista no Sul, as desvalorizações mais intensas encontram limite na postura dos produtores. Muitos optam por reter parte do cereal, apostando em recuperação de preços no curto prazo, especialmente diante da priorização das vendas de soja neste momento.
O movimento de comercialização segue influenciado pelo calendário agrícola. Enquanto a soja concentra atenção logística e financeira, o milho acaba com menor fluidez nas negociações em algumas praças.
A tendência para as próximas semanas dependerá do ritmo de avanço da colheita, da normalização do escoamento da soja e do comportamento da demanda nas regiões consumidoras.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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