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Tensão no Oriente Médio coloca exportações de milho e soja ao Irã sob monitoramento

Comércio bilateral movimentou US$ 2,9 bilhões em 2025 e tem forte concentração em grãos, estratégicos para o agro brasileiro

exportações Brasil Irã milho soja

Os recentes ataques no Oriente Médio reacenderam o alerta sobre o comércio entre Brasil e Irã, parceiro relevante para as exportações de milho e soja. Embora represente menos de 1% das vendas externas totais do país, o fluxo bilateral movimentou US$ 2,9 bilhões em 2025 e possui peso estratégico para o agronegócio nacional.

Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que o Irã foi o quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio no ano passado. No ranking global de parceiros comerciais, ocupou a 31ª posição.

A pauta é amplamente dominada por commodities agrícolas. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao mercado iraniano. O milho liderou com cerca de US$ 1,9 bilhão em embarques, enquanto a soja somou aproximadamente US$ 563 milhões. Também aparecem na lista farelo de soja para ração e açúcar, com participação menor.

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Embarques de milho e soja ao Irã mantêm relevância estratégica para o agronegócio brasileiro, com concentração da pauta em grãos. Crédito: Reprodução

Para tradings e produtores, o mercado iraniano é relevante pela demanda consistente por grãos destinados ao abastecimento interno. Qualquer instabilidade prolongada na região pode afetar rotas logísticas, prazos de embarque e contratos de curto prazo, especialmente no comércio de milho.

Do lado das importações, o fluxo é significativamente menor. Em 2025, o Brasil adquiriu cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, com destaque para fertilizantes e adubos, que representaram a maior parte do total.

A corrente de comércio entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Após atingir US$ 4,2 bilhões em 2022, as exportações recuaram em 2023, com recuperação gradual até se estabilizarem próximas de US$ 3 bilhões em 2025.

Especialistas avaliam que o impacto macroeconômico direto para o Brasil tende a ser limitado, dado o peso relativo do Irã na balança comercial. No entanto, a concentração das vendas em milho e soja mantém o tema sob atenção da cadeia agroexportadora, especialmente em um momento de elevada sensibilidade logística e geopolítica.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Serviços (MDIC), adaptado pela equipe Feed&Food

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