Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Marcos Fava Neves projeta cenário positivo para a suinocultura, mas alerta: “É hora de construir margem”

Na abertura do 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, o professor e empresário destacou as oportunidades para o setor diante do crescimento global da demanda por proteína animal e bioenergia, mas reforçou a necessidade de gestão estratégica e inovação.

Caroline Mendes, de Chapecó (SC)

O futuro da suinocultura brasileira é promissor, mas exige preparo e estratégia para aproveitar o momento favorável. Essa foi a principal mensagem de Marcos Fava Neves, professor da Universidade de São Paulo e especialista em planejamento estratégico do agronegócio, durante a palestra de abertura do 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, realizado em Chapecó (SC).

Segundo Fava Neves, a combinação de crescimento populacional, urbanização e aumento de renda, especialmente na Ásia e na África, manterá a demanda aquecida para carne suína, frango e bovina nas próximas décadas. O Brasil, por sua competitividade e disponibilidade de grãos, está bem posicionado para ampliar sua participação no comércio mundial, que já representa cerca de 20% da carne suína exportada globalmente.

O professor ressaltou ainda a importância da bioenergia como vetor de desenvolvimento para a cadeia de proteínas. O avanço de usinas de etanol de milho e biodiesel em regiões produtoras, segundo ele, impulsionará a “carnificação” do interior, criando oportunidades pela maior oferta de coprodutos como DDG e farelo de soja para a alimentação animal.

Fava Neves alertou que o desafio central será construir margem, já que os preços tendem à estabilidade.

Apesar do cenário otimista, Fava Neves alertou que o desafio central será construir margem, já que os preços tendem à estabilidade. Para isso, apresentou um “decálogo da competitividade” com dez pontos fundamentais: gestão financeira sólida, acerto no momento de compra e venda, genética e sanidade de ponta, integração eficiente, espírito inovador, sustentabilidade rentável, obsessão pelos controles, liderança e retenção de talentos, comunicação estratégica e engajamento coletivo.

“O Brasil tem tudo para liderar ainda mais no agro, mas ninguém vai para o verde se está no vermelho. Precisamos de empresas financeiramente saudáveis, inovadoras e com visão de longo prazo”, afirmou.

Para o público do evento, que reúne produtores, técnicos e empresas de todo o país, a palestra uniu análises de mercado, exemplos práticos e bom humor, reforçando que, em tempos de oportunidades e incertezas, a competitividade nasce da capacidade de adaptação.

LEIA TAMBÉM:

Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições à carne de aves do Brasil

Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro, aponta Cepea

Setor de proteína animal gera US$ 1,92 bilhão a mais nas exportações até julho

Você está em
Texto 100%