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Mesa de Mercado · CEPEA
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Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro, aponta Cepea

Dólar valorizado e demanda firme sustentam preços da oleaginosa, enquanto avanço da colheita pressiona o cereal

soja

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Os mercados de soja e milho apresentaram comportamentos distintos nos últimos dias, segundo informações das diárias de mercado do Cepea. Enquanto a soja registrou valorização, sustentada pelo dólar firme e pela demanda aquecida no mercado interno e externo, o milho voltou a recuar, pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela postura retraída dos compradores.

No caso da soja, a alta da moeda norte-americana frente ao real aumentou a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, estimulando exportações e aquecendo os negócios internos. Indústrias esmagadoras também mantêm ritmo intenso de aquisições, reforçando a liquidez. A cautela dos produtores em liberar grandes volumes da safra 2023/24 reduz a oferta disponível e contribui para a sustentação dos preços. O Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá fechou a última sexta-feira (1º) a R$ 139,04 por saca de 60 kg, avanço de 0,59% no dia.

Milho
Para o milho, a tendência é de continuidade da pressão de baixa no curto prazo, a menos que ocorram mudanças significativas no cenário de oferta e demanda.

Já no milho, a tendência foi oposta. Com a colheita da segunda safra avançando em ritmo acelerado, especialmente no Centro-Oeste, a oferta disponível aumentou e compradores adotaram postura cautelosa, aguardando preços mais baixos antes de fechar novos negócios. Além disso, as exportações brasileiras seguem aquém do ritmo registrado no ano passado, reduzindo o suporte externo à demanda. Com isso, as cotações voltaram a recuar na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea.

De acordo com analistas, a expectativa é de que a soja mantenha preços firmes nas próximas semanas, desde que o câmbio siga favorável e a demanda internacional, sobretudo da China, permaneça ativa. Para o milho, a tendência é de continuidade da pressão de baixa no curto prazo, a menos que ocorram mudanças significativas no cenário de oferta e demanda.

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