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Setor de proteína animal gera US$ 1,92 bilhão a mais nas exportações até julho

Carne bovina lidera crescimento da indústria de transformação e se destaca nas vendas para América do Sul, Europa e América do Norte

exportações

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte desempenho em julho de 2025, contribuindo de forma expressiva para o crescimento da indústria de transformação, setor que liderou o aumento nas vendas externas do país no período. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada teve alta de 46,9% em julho ante igual mês de 2024, o que representa um acréscimo de US$ 490 milhões.

No acumulado de janeiro a julho, o avanço foi ainda mais relevante: 31%, com incremento de US$ 1,92 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior. A proteína se consolida como um dos motores da indústria de transformação, único setor com crescimento expressivo nas exportações em 2025, com alta de US$ 5,07 bilhões (+5%).

A carne bovina também foi um dos principais produtos responsáveis pelo avanço das exportações brasileiras para diversos mercados. Na Europa, as vendas cresceram 55,1% em julho; na América do Norte, o aumento foi de 76,1%; já na América do Sul, a alta foi de 44,9% no acumulado do ano. Esse desempenho compensou quedas em outros mercados, como Ásia e Oriente Médio, onde as vendas de proteína animal recuaram.

No acumulado de janeiro a julho, o avanço foi ainda mais relevante: 31%, com incremento de US$ 1,92 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outras carnes também tiveram desempenho expressivo. A carne suína fresca, refrigerada ou congelada, por exemplo, avançou 69,4% nas vendas para a América do Sul no acumulado do ano. Já as exportações de carne de frango, que ainda representam parcela importante da pauta agroexportadora, sofreram queda de 52,8% para a Ásia em julho.

O bom momento das proteínas de origem animal reflete, em parte, o aumento da demanda de países vizinhos e o apetite de mercados tradicionais por produtos brasileiros com alto padrão sanitário. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar pode ter favorecido a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Apesar dos desafios enfrentados por outros segmentos do agronegócio – como a queda nas exportações de soja, milho e açúcar –, o desempenho da indústria de proteína animal reforça sua relevância para o saldo positivo da balança comercial, que em julho foi de US$ 7,075 bilhões. No ano, o superávit acumulado chega a US$ 36,982 bilhões.

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