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Mesa de Mercado · CEPEA
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Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
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Mapeamento genético da soja STS acende alerta para custos e manejo na base de grãos da proteína animal

Das cultivares pesquisadas entre 2021 e 2026, 62 (cerca de 15%) apresentaram a tecnologia Soja Tolerante às Sulfonilureias (STS).

Pesquisadores da Embrapa Soja, em Londrina (PR), avaliaram 423 cultivares de soja disponíveis no mercado brasileiro e constataram que 62 delas (15%) possuem a tecnologia STS (Soja Tolerante às Sulfonilureias).

Para a indústria de proteína animal, especialmente a avicultura e a suinocultura, o monitoramento dessa característica genética é estratégico.

A presença ou ausência da tecnologia STS impacta diretamente o controle de plantas daninhas e da “soja voluntária” (tiguera) nas lavouras de milho safrinha e trigo, culturas que compõem a base da ração animal.

O impacto no bolso: custo da ração e repique de pragas

O manejo incorreto de plantas invasoras ou o crescimento desordenado de soja voluntária no meio de lavouras de milho e trigo reduzem a produtividade e elevam o custo de produção dos grãos.

Como a ração representa até 70% dos custos operacionais da suinocultura e da avicultura, qualquer flutuação na eficiência do campo reflete nas margens dos frigoríficos.

O risco da soja “tiguera”: Grãos que caem na colheita da soja e nascem espontaneamente no meio do milho safrinha ou do trigo são comumente eliminados com herbicidas do grupo das sulfonilureias.

Falha no controle: Se o produtor de grãos utilizar uma cultivar STS sem saber, a soja voluntária resistirá à aplicação do herbicida, competindo por nutrientes com o milho e encarecendo o custo do manejo químico subsequente.

Flexibilidade e segurança no manejo de plantas daninhas

Por outro lado, o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja, destaca que a tecnologia STS é uma excelente alternativa ao uso exclusivo do glifosato. Ela permite o controle eficaz de invasoras de difícil manejo e que já apresentam resistência a outros produtos no campo.

O uso de sulfonilureias em variedades comuns pode causar fitotoxicidade (amarelamento, necrose e atraso no crescimento). Já as lavouras de soja STS toleram o defensivo em pré-emergência com total segurança, garantindo tetos elevados de produtividade que abastecem o mercado de farelo e grãos.

Genotipagem vai atualizar mercado anualmente

O estudo foi conduzido pelas áreas de Plantas Daninhas e pelo Laboratório de Genética Molecular e Seleção Assistida da Embrapa.

A triagem utilizou marcadores de DNA para rastrear mutações nos genes Als1 e Als2, responsáveis pela tolerância.

A pesquisa contou com o apoio de cooperativas e institutos como a Coamo Agroindustrial Cooperativa, o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) e a Fundação ABC.

De acordo com o pesquisador Rafael Mendes, a intenção do órgão é monitorar e lançar um relatório atualizado dessas cultivares anualmente, permitindo que a cadeia de insumos planeje suas compras e manejos com previsibilidade econômica.

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