Por Felipe Machado, da Redação e Camila Santos de Bento Gonçalves (RS)

Aos 70 anos da fundação da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o XIX Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura, realizado em Bento Gonçalves (RS), foi marcado por memórias e reconhecimento ao trabalho da entidade. José Adão Braun, ex-presidente da ABCS e testemunha viva da sua trajetória, relembrou os desafios da época e a importância do movimento liderado por produtores da cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul. “A entidade surgiu para dar suporte político, técnico e comercial a um setor que precisava se reinventar”, afirma Braun.
Segundo ele, o surgimento da associação foi uma resposta à queda do valor da banha suína frente à ascensão dos óleos vegetais, como o óleo de soja. O momento exigia uma mudança urgente: deixar de produzir suínos tipo banha e migrar para um modelo voltado à carne. “A fundação da ABCS foi um divisor de águas. Eu sempre digo que vivemos dois momentos: antes e depois da sua criação”, destaca.
Braun lembra que o reconhecimento institucional da entidade, logo após sua fundação, foi crucial para o desenvolvimento da suinocultura brasileira. “Ela começou a cuidar dos interesses políticos dos produtores e investiu no melhoramento genético, o que fez com que atingíssemos o status de qualidade que temos hoje”, completa. Atualmente, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global da suinocultura, resultado de um trabalho construído ao longo de décadas.
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