A necessidade de soluções mais eficientes e sustentáveis na alimentação de frangos de corte tem levado a indústria a explorar novos caminhos. Entre eles, o DDG ou DDGS (Distiller’s Dried Grains with Solubles) desponta como um ingrediente capaz de aliar desempenho zootécnico e redução de impactos ambientais, conquistando espaço nas formulações e redefinindo estratégias nutricionais.
Para Alex Maiorka, zootecnista e professor de Nutrição Animal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o termo “alternativos” já não reflete mais apenas uma opção secundária, mas sim uma parte fundamental da nutrição de frangos de corte. A crescente demanda por combustíveis renováveis, impulsionada pelos desafios climáticos globais, tem contribuído para o aumento da produção de etanol, especialmente na região Centro-Oeste do Brasil. Com isso, o DDGS, subproduto dessa produção, tem se consolidado como um ingrediente chave na alimentação das aves, devido, principalmente, ao seu elevado teor proteico e relevante conteúdo de aminoácidos. Por ser uma fonte rica em nutrientes, é cada vez mais incorporado nas formulações para avicultura de corte, oferecendo uma alternativa viável e eficaz em substituição ao farelo de soja.
O DDGS/DDG é também uma opção bastante competitiva, especialmente no cenário atual, resultado da sua maior disponibilidade e aos avanços nos processos de produção. “Com uma composição nutricional bastante interessante, se destaca por ser uma alternativa economicamente viável em relação a ingredientes tradicionais como o farelo de soja”, afirma Maiorka. Além de seu custo, a evolução de sua produção tem possibilitado uma maior consistência nutricional, oferecendo um bom equilíbrio entre custo e benefício para os produtores.
Apesar de seus benefícios, a inclusão do DDGS na alimentação de frangos de corte ainda enfrenta desafios que precisam ser melhor compreendidos. Entre os principais obstáculos estão o controle das variações nutricionais do produto e a necessidade de uma maior rigidez nos processos de secagem e separação dos subprodutos da fermentação do milho. A presença de micotoxinas é um fator que exige cuidados adicionais na formulação das rações, além de questões relacionadas à relação de aminoácidos e possíveis dificuldades operacionais nas fábricas de rações. O uso inadequado ou mal controlado desse ingrediente pode afetar o desempenho dos animais, comprometendo a eficácia das formulações.

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