Eles entendem que o Brasil tem enorme potencial para gerar créditos de carbono a partir do sequestro de gases em sistemas silvipastoris ou IPF (integração pecuária-floresta). Mais do que isso, já iniciaram projetos e anteciparam parte do dinheiro (perto de R$3,5 milhões) para pecuaristas no Cerrado (confira reportagem na edição de março/2025). Em fevereiro, quando visitaram pela primeira vez o país, os jovens empresários norte-americanos Leif Gonzales-Kramer (27) e John Foye (34 anos), cofundadores e, respetivamente, CEO e presidente da Working Trees, concederam entrevista exclusiva para a Feed & Food.
No início da década, Leif e John cursaram, juntos, algumas disciplinas no mestrado de Ciências Ambientais, nos EUA, e se perguntavam: Por que tanta gente considera importante o plantio de árvores, mas poucos o fazem?
A questão abriu caminho para a criação da empresa, incubada no início de 2021 na Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, junto ao Vale do Silício (EUA). Atualmente projeta disponibilizar quase US$ 50 milhões (cerca de R$ 285 milhões considerando 1 dólar = 5,7 reais) até 2027 a título de adiantamento a pecuaristas brasileiros que apostarem em projetos que unam pastos e plantio de árvores. A Working Trees compra os créditos gerados e revende no mercado.
Neste bate-papo – com apoio e tradução do agrônomo Murilo Bettarello – Leif e John dizem porque acreditam em uma bovinocultura sequestradora de gás carbono (e não emissora), detalham investimentos e mecanismos de compra e venda de créditos e revelam “conversas adiantadas” com gigantes como Amazon, Apple, Burger King e Microsoft para a aquisição de futuros créditos produzidos pela pecuária brasileira.

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