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Tecnologia e colaboração aceleram futuro da saúde animal

Avanços em IA, microbioma e vacinas de nova geração redesenham práticas veterinárias e impulsionam sustentabilidade

antimicrobiano

A biotecnologia tem se consolidado como um dos principais pilares no enfrentamento de doenças emergentes, segundo Flávia Albuquerque, head de Inovação da Abiquifi (Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos). De acordo com ela, a pandemia de COVID-19 evidenciou o potencial da biotecnologia ao viabilizar o desenvolvimento acelerado de vacinas, testes e terapias. “O uso de dados genômicos e ambientais permite identificar áreas de risco e monitorar a evolução dos patógenos, proporcionando respostas mais rápidas e direcionadas”, afirma. A executiva destaca ainda o papel fundamental da biotecnologia na formulação de soluções para saúde animal, reforçando o vínculo entre inovação, sustentabilidade e bem-estar.

Entre as principais tendências globais, a especialista destaca a importância da medicina de precisão, o uso de inteligência artificial (IA) e o desenvolvimento de alternativas aos antibióticos, como probióticos e peptídeos antimicrobianos. Ela cita que desde fevereiro de 2022, a União Europeia baniu o uso preventivo de antibióticos na pecuária, forçando uma transição para tecnologias mais sustentáveis. Nesse contexto, a edição genética com CRISPR também desponta como uma ferramenta promissora, com capacidade de aumentar a resistência a doenças e reduzir impactos ambientais. “A modificação genética para aumentar a resistência ao vírus da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), por exemplo, pode diminuir perdas econômicas significativas e reduzir a necessidade de intervenções médicas intensivas”, explica.

Para que esse futuro se torne realidade, é essencial a integração entre startups, universidades e grandes empresas. Flávia ressalta que startups lideram a aplicação de novas tecnologias, enquanto universidades formam talentos e grandes companhias aportam infraestrutura e capital. “Essa colaboração reduz riscos e acelera o desenvolvimento. Nosso Programa de Inovação Radical (PIR) tem como foco fortalecer essa rede e transformar ciência em soluções comercialmente viáveis”, destaca. Iniciativas como PIR criam um ecossistema de inovação capaz de alavancar descobertas científicas e as concretiza no mercado de forma eficiente. 

As aplicações práticas dessa transformação já estão em curso. Por exemplo, a IA e o big data têm contribuído para diagnósticos mais precisos, desenvolvimento de vacinas e terapias personalizadas. Vacinas de nova geração — como a Safesui Mycoplasma, desenvolvida pela Ourofino — oferecem proteção prolongada com uma única dose. Já a terapia genética tem sido usada em doenças articulares e musculares, com empresas como a Scout Bio e a XenoBrasil liderando pesquisas na área. “Estamos diante de uma medicina veterinária mais eficiente, preditiva e preventiva”, conclui.

Clique aqui e leia a reportagem “Tecnologia e colaboração aceleram futuro da saúde animal”, na íntegra e sem custo, acessando a página 06 da edição de Abril (nº 216) da Revista Feed&Food

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