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Influenza Aviária provoca perda de 2,3 milhões de aves em maio no mundo, aponta WOAH

Número de surtos cai em relação aos meses anteriores, mas a doença segue afetando aves domésticas, silvestres e, em menor escala, mamíferos em diferentes continentes

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O último boletim da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) alerta para a continuidade da temporada global de influenza aviária de alta patogenicidade (HPAI), com surtos registrados em aves domésticas, silvestres e mamíferos em diferentes continentes. O destaque do relatório de maio de 2025 vai para o primeiro caso de HPAI em aves de corte no Brasil, detectado no Rio Grande do Sul no dia 12 do mês passado.

Segundo a organização, foram 12 novos surtos em aves comerciais e 18 registros em aves não domésticas e mamíferos ao redor do mundo — com cerca de 2,39 milhões de aves mortas ou sacrificadas, principalmente nas Américas. Apesar do alto número de perdas, o total de notificações vem diminuindo, acompanhando a tendência sazonal da doença, que apresenta picos entre outubro e abril no hemisfério norte.

Além do Brasil, notificações de novos surtos em aves comerciais vieram de países como Bulgária, Hungria, Canadá, Estados Unidos, Camboja e República Tcheca. Entre os casos em aves silvestres, o Brasil também figura com uma reincidência no Rio Grande do Sul. Já entre os mamíferos, nenhum novo caso foi relatado em maio.

Foto: reprodução
Apesar do alto número de perdas, o total de notificações vem diminuindo, acompanhando a tendência sazonal da doença, que apresenta picos entre outubro e abril no hemisfério norte.

Desde 2005, a HPAI provocou a morte ou o abate sanitário de mais de 633 milhões de aves em todo o mundo, com um pico recorde em 2022, quando 146 milhões de animais foram atingidos. A organização reforça a importância de vigilância contínua em aves domésticas e silvestres, adoção de medidas de biosseguridade nas propriedades e a comunicação ágil de surtos para conter a propagação da doença.

A WOAH também recomenda que a gripe aviária seja considerada no diagnóstico diferencial de mamíferos expostos, que as sequências genéticas dos vírus sejam compartilhadas em bases públicas, e que a proteção de humanos em contato com animais infectados seja prioridade — evitando, ao mesmo tempo, restrições comerciais injustificadas.

Por fim, o relatório aponta que Bélgica, Dinamarca e Cazaquistão declararam o restabelecimento do status de livre de HPAI em aves comerciais, conforme os critérios sanitários internacionais.

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