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Influenza aviária não deve impactar preço da carne de frango, afirma ministro

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (19) que os focos recentes de influenza aviária no Rio Grande do Sul não devem gerar impactos significativos no preço da carne de frango no mercado brasileiro.

Mesmo com a suspensão temporária das exportações para mais de 20 países, o ministro destacou que o mercado interno é responsável por absorver cerca de 70% da produção nacional de carne de frango, o que ajuda a manter os preços estáveis para o consumidor final.

Fávaro comparou a atual situação com episódios anteriores envolvendo doenças como a de Newcastle, quando também não houve grandes oscilações de preços. Segundo ele, as restrições impostas até o momento são localizadas e seguem protocolos sanitários internacionais. Caso não haja novos registros da doença nos próximos 28 dias, o Brasil poderá fazer uma autodeclaração à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), iniciando o processo de retomada das exportações.

Até agora, dois focos de influenza aviária de alta patogenicidade foram confirmados em território gaúcho: um em uma granja comercial no município de Montenegro e outro em um zoológico de Sapucaia do Sul. Há ainda investigações em curso em outros estados, com alguns casos já descartados.

Fávaro comparou a atual situação com episódios anteriores envolvendo doenças como a de Newcastle, quando também não houve grandes oscilações de preços

Ao todo, sete países informaram formalmente a suspensão das importações de carne de frango brasileira. Outros dez mercados interromperam os embarques com base em cláusulas de acordos sanitários bilaterais. Em alguns casos, as restrições se aplicam apenas ao estado do Rio Grande do Sul ou ao município de origem do foco.

Carlos Fávaro enfatizou que o Brasil conta com um dos sistemas de defesa agropecuária mais modernos do mundo, com monitoramento em tempo real e total transparência. Segundo ele, todas as providências estão sendo tomadas para garantir a biosseguridade da produção avícola nacional.

No Rio Grande do Sul, o governo estadual também atua de forma ativa na contenção da doença, com a instalação de barreiras sanitárias em Montenegro, onde ocorre a desinfecção de veículos e a inspeção de cargas e passageiros.

Com a mobilização conjunta das autoridades federais e estaduais, a expectativa é de que os focos sejam controlados rapidamente e que a confiança dos parceiros comerciais seja restabelecida, sem prejuízos ao abastecimento interno.

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