O cascudinho (Alphitobius diaperinus) consolidou-se como uma das pragas de maior impacto econômico nos sistemas avícolas modernos. Com alta capacidade de multiplicação e ampla adaptação às condições dos aviários — caracterizados por umidade, calor e disponibilidade de alimento — o inseto se tornou um desafio crescente para a gestão sanitária das granjas. “O problema vai muito além do incômodo. O inseto pode carregar doenças, dificultar o manejo sanitário e comprometer a produtividade”, destaca Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.
Entre os principais efeitos, a ingestão acidental dos besouros pelas aves resulta em irritação do trato digestório, menor absorção de nutrientes e queda de desempenho. A especialista lembra que, em situações severas, há risco de condenação de carcaças por presença de insetos no papo ou no trato digestivo no momento do abate, gerando perdas diretas ao abatedouro. Além dos danos fisiológicos, o cascudinho provoca prejuízos estruturais ao perfurar lonas, isolantes e componentes do galpão, elevando custos de manutenção e comprometendo o conforto térmico. “Em situações mais graves, os insetos aparecem no papo ou no trato digestivo no momento do abate, o que pode levar à condenação de carcaças, com evidentes prejuízos comerciais”, reforça Gabriela.
O impacto sobre o bem-estar também é relevante. A presença da praga gera irritação e picadas que elevam o nível de estresse, alteram o comportamento das aves e aumentam o gasto energético, afetando conversão alimentar e ganho de peso. A complexidade do controle está na própria biologia do inseto, que se abriga em frestas, migra entre aviários e permanece ativo nas camadas profundas de cama. “Controlar essa praga não é simples. O cascudinho se esconde em frestas, camadas profundas da cama e migram entre aviários, o que compromete a eficiência das medidas de controle”, comenta a especialista. Em muitos casos, o uso repetido dos mesmos princípios químicos leva à resistência, perpetuando a infestação.

Diante desse cenário, estratégias sustentáveis de controle vêm ganhando espaço no manejo integrado de pragas. A MCassab desenvolveu o BioPAC CID Defense, solução biotecnológica de base natural que atua diretamente no sistema nervoso das larvas e besouros adultos por meio de metilxantina. A tecnologia reduz a dependência de inseticidas convencionais, promove morte rápida dos insetos e não induz resistência, permitindo uso contínuo sem comprometer a eficácia.
Outra vantagem do produto é a segurança operacional: pode ser aplicado com as aves no galpão, não causa alergia nos aplicadores e não deixa resíduos químicos em carne e ovos, o que reforça alinhamento às exigências de bem-estar e inocuidade alimentar. Para sistemas que buscam reduzir risco sanitário e elevar o padrão de biosseguridade, a tecnologia pode contribuir para estabilizar indicadores produtivos e diminuir perdas estruturais.
Para Gabriela, a adoção de soluções naturais integradas a estratégias de manejo representa um avanço necessário diante dos desafios impostos pelo cascudinho. “Essa solução natural representa um avanço importante no controle do cascudinho, porque une eficácia, sustentabilidade e proteção para o sistema produtivo”, afirma. O tema reforça a urgência de práticas preventivas e de uma abordagem contínua de monitoramento, essencial para preservar o desempenho zootécnico e a sanidade dos lotes.
Fonte: MCassab, adaptado pela equipe Feed&Food.
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