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Francisco Matturro na Feicorte: “Produzir e preservar é possível — e dá lucro”

Presidente da Rede ILPF destaca crescimento sustentável do agro tropical e defende protagonismo brasileiro na integração lavoura-pecuária-floresta
Por Camila Santos
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Camila Santos, de Presidente Prudente (SP)

Na manhã de hoje (18), durante o Fórum O Boi Brasileiro: Produtivo por Natureza, realizado na Arena Feicorte, em Presidente Prudente (SP), o engenheiro agrônomo Francisco Matturro, presidente executivo da Rede ILPF e do LIDE Agronegócios, defendeu com entusiasmo a viabilidade da produção agropecuária integrada e sustentável no Brasil. “Nós mostramos que é possível, sim, produzir mais e melhor, no mesmo hectare, preservando o meio ambiente — e com retorno financeiro”, afirma.

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Em sua apresentação no modelo dinâmico proposto pelo evento — com falas de 10 minutos em sequência por diferentes especialistas — Matturro compartilhou a trajetória da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), tecnologia desenvolvida pela Embrapa e aplicada em larga escala desde 2006 com o apoio da iniciativa privada.

“Esse projeto não começou ontem. É fruto de uma ideia da Embrapa que nós tiramos da gaveta e colocamos de pé. Hoje, o sistema ILPF já ocupa mais de 17 milhões de hectares no Brasil, sendo mais de 1,3 milhão apenas no estado de São Paulo”, destaca.

Francisco Matturro é presidente executivo da Rede ILPF e do LIDE Agronegócios (Foto: FeedFood)

Segundo ele, o Brasil superou com criatividade e ciência as dificuldades de solo e clima. “Produzir em terra arenosa não é tarefa fácil. Exige tecnologia, cuidado, investimento e muita resiliência”, pontua. Para Matturro, a agricultura tropical brasileira se transformou em referência mundial, principalmente por sua capacidade de produzir durante todo o ano. “Tem país que fica metade do ano debaixo de neve. Mas aqui, a planta não para de germinar.”

Matturro também apresentou dados que ilustram o salto da produção nacional nas últimas décadas. “Em 50 anos, aumentamos 140% a área plantada e 580% a produtividade. Isso não veio do nada. Foi ciência, tecnologia e muito suor do produtor rural.”

O palestrante enfatizou que o sistema ILPF não é apenas ambientalmente correto, mas economicamente viável. “Romantismo não sustenta a fazenda. O que sustenta é resultado. O ILPF funciona porque dá lucro. Se não desse, não parava em pé.”

Matturro: “A agricultura tropical brasileira se transformou em referência mundial (Foto: Reprodução)

Para ilustrar sua fala, Matturro mostrou uma imagem de duas áreas da mesma fazenda: uma já convertida ao sistema ILPF e outra ainda não integrada. “A diferença é clara. Uma está emitindo carbono, a outra está sequestrando. E isso é feito por etapas, porque ninguém pode parar a operação toda de uma vez. Mas com planejamento, é possível transformar.”

O presidente da Rede ILPF reforçou ainda a importância da comunicação e da valorização do agro brasileiro diante das críticas internacionais. “O mundo aponta o dedo porque não consegue fazer o que fazemos aqui. O Brasil é líder mundial em agricultura tropical, e precisamos nos orgulhar disso.”

A Feicorte 2025 continua até o próximo sábado (21) reunindo o setor de pecuária de corte para discussões e atualizações para contribuir com o crescimento sustentável da cadeia produtiva de carne bovina.

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