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Brasil Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação: E Agora?

novo status sanitário do Brasil representa uma conquista coletiva do setor público e produtivo, mas também impõe responsabilidades adicionais
Por Camila Santos
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Camila Santos, de Presidente Prudente (SP)

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A programação de palestras do primeiro dia da Feicorte 2025 trouxe para o centro do debate o Painel Defesa Agropecuária, com uma série de temas pertinentes a manutenção sanitária da cadeia produtiva de proteína bovina. Na sessão “Brasil Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação: E Agora?”, o médico-veterinário Breno Welter, trouxe reflexões importantes sobre o novo cenário sanitário do país após o reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em maio de 2025.

Com vasta experiência na Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, Dr. Breno destacou que a retirada da vacinação marca o fim de uma era de campanhas — foram 56 etapas de vacinação apenas em SP — e o início de um novo modelo baseado exclusivamente em vigilância ativa e contínua.

O novo status sanitário do Brasil representa uma conquista coletiva do setor público e produtivo, mas também impõe responsabilidades adicionais. Sem a vacina como escudo, o foco agora está em:

  • Monitoramento constante dos rebanhos, com ações como inquéritos sorológicos, fiscalização em eventos, abatedouros e trânsito;
  • Educação sanitária, já que cerca de 50% dos produtores não reconhecem os sinais clínicos da febre aftosa;
  • Atualização cadastral das propriedades e dos rebanhos, essencial para resposta rápida em caso de qualquer ocorrência.
Breno Welter é médico-veterinário (Foto: FeedFood)

O painel também abordou o novo cenário de trânsito interestadual de animais, com a liberação entre estados com o mesmo status sanitário, ampliando as possibilidades de comércio, mas alertando para legislações estaduais específicas, como as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que ainda mantêm restrições.

Ainda em sua apresentação, Breno reforçou que o sucesso do modelo sem vacinação depende da comunicação eficiente entre produtores, médicos-veterinários e autoridades sanitárias, para garantir a detecção precoce e a resposta rápida diante de qualquer suspeita.

A febre aftosa foi erradicada do estado de São Paulo em 1996 e do Brasil em 2006 — e manter esse status exige vigilância permanente, participação comunitária e responsabilidade compartilhada.

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