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Febre aftosa avança em Chipre e já afeta mais de 100 propriedades

Casos da doença circulam desde dezembro de 2025 no norte da ilha e já atingem bovinos, ovinos, caprinos e granjas de suínos

febre aftosa em Chipre

A circulação da febre aftosa em Chipre tem ampliado o alerta sanitário no Mediterrâneo após a confirmação de que o vírus já estava presente no norte da ilha desde dezembro de 2025. Os registros mais recentes mostram avanço da doença em propriedades da República de Chipre, território reconhecido internacionalmente e membro da União Europeia, além de novos focos envolvendo granjas de suínos.

O primeiro caso oficial reportado pela República de Chipre à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) ocorreu em 19 de fevereiro de 2026. A confirmação marcou o retorno da febre aftosa à ilha pela primeira vez desde 2008. No entanto, relatos anteriores já indicavam a circulação do vírus na região norte do território, conhecida como Chipre do Norte.

A ilha permanece dividida desde 1974 entre a parte sul, de língua grega, e a região norte, de língua turca, que não possui reconhecimento internacional. Essa divisão dificulta o acesso a informações oficiais e detalhadas sobre a evolução da doença na área setentrional.

Casos começaram no norte da ilha

De acordo com informações divulgadas pela União Europeia de Veterinários, focos da doença foram identificados em dezembro de 2025 próximos às cidades de Ayios Sergios, no distrito de Famagusta, e Lapithos, no distrito de Kyrenia. O laboratório veterinário de Ancara, na Turquia, confirmou que os casos estavam relacionados à cepa SAT-1 do vírus da febre aftosa.

Outro foco também teria sido registrado na região de Boğaziçi, igualmente localizada no distrito de Famagusta. Segundo os relatos, programas de vacinação foram iniciados ainda no fim de 2025 para tentar conter a disseminação da enfermidade.

Os dados mais recentes da WOAH indicam que a República de Chipre já contabiliza 102 propriedades afetadas pela doença. Entre elas, 12 mantinham rebanhos bovinos, enquanto a maioria criava ovinos e caprinos.

febre aftosa em Chipre
Lesões provocadas pela febre aftosa comprometem a saúde dos animais e elevam o risco de disseminação da doença nos rebanhos. Crédito: Reprodução

Granjas de suínos também foram afetadas

O avanço da doença passou a preocupar ainda mais as autoridades sanitárias após a confirmação dos primeiros casos em granjas de suínos. Três unidades localizadas a cerca de 10 quilômetros da capital Nicósia registraram infecção em abril de 2026.

As granjas estavam localizadas a menos de 400 metros umas das outras, o que reforça o risco de disseminação local do vírus. Segundo os dados divulgados, 21.144 suínos deverão ser abatidos como medida sanitária para contenção da doença.

Além de Chipre, a Grécia também segue enfrentando dificuldades no controle da febre aftosa na ilha de Lesbos. A WOAH já contabiliza 43 focos na região, principalmente em propriedades com ovinos, caprinos e bovinos. Os casos inicialmente concentrados no nordeste da ilha agora também avançaram para áreas da costa oeste.

O cenário mantém o alerta para autoridades sanitárias europeias devido ao potencial de disseminação regional da doença e aos impactos sobre a produção pecuária e o comércio internacional de animais e produtos de origem animal.

Fonte: WOAH e União Europeia de Veterinários, adaptado pela equipe Feed&Food

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