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Avanço da gripe aviária na África Ocidental acende alerta para biosseguridade avícola

Costa do Marfim voltou a registrar casos de influenza aviária altamente patogênica, enquanto Nigéria enfrenta circulação simultânea de diferentes cepas do vírus

gripe aviária

O avanço da influenza aviária na África Ocidental voltou a gerar preocupação no setor avícola internacional após a Costa do Marfim confirmar um novo foco de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) H5N1. O caso foi registrado em abril de 2026, na região de Koun-Fao, próxima à fronteira com Gana, reacendendo o alerta para riscos sanitários e disseminação transfronteiriça da doença.

Segundo as autoridades sanitárias locais, o foco ocorreu em uma granja comercial e resultou na perda de aproximadamente 95 mil aves. O episódio foi notificado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e marca o retorno da doença ao país após quase uma década sem registros relevantes, já que os últimos surtos de grande impacto ocorreram entre 2015 e 2016.

A proximidade com a fronteira internacional aumenta as preocupações relacionadas ao trânsito informal de aves, comércio regional e circulação de animais ao longo das rotas migratórias. Especialistas apontam que o cenário reforça a necessidade de ampliar medidas de biosseguridade, vigilância sanitária e detecção precoce dentro das propriedades avícolas.

gripe aviária
O avanço da influenza aviária na África Ocidental reforça a importância da biosseguridade, do monitoramento sanitário e das estratégias de prevenção dentro da cadeia avícola. Crédito: Reprodução

Nigéria enfrenta circulação de múltiplas cepas

Enquanto a Costa do Marfim lida com o ressurgimento da doença, a Nigéria segue enfrentando desafios contínuos relacionados à gripe aviária. O país convive com surtos recorrentes desde a introdução do vírus H5N1 em 2006 e mantém um cenário considerado complexo pelas autoridades sanitárias internacionais.

Além do H5N1, outras variantes altamente patogênicas, como H5N8 e H5N6, já foram identificadas no território nigeriano nos últimos anos. Também há circulação do subtipo H9N2, classificado como influenza aviária de baixa patogenicidade, principalmente em mercados de aves vivas.

A presença simultânea de diferentes cepas preocupa especialistas por aumentar o risco de evolução viral e dificultar as estratégias de controle sanitário. Em países onde há forte presença de mercados informais e sistemas mistos de produção, o controle da doença se torna ainda mais desafiador.

Biosseguridade segue no centro das estratégias

O cenário observado na África Ocidental reforça a importância das políticas de biosseguridade e do monitoramento constante nas cadeias de produção avícola. A interação entre aves domésticas e aves silvestres, somada à circulação de animais em regiões de fronteira, amplia o risco de disseminação da doença entre diferentes países.

Para especialistas, medidas como reforço sanitário nas granjas, controle da movimentação de aves, melhoria da higiene em mercados e monitoramento epidemiológico contínuo seguem como ferramentas centrais para reduzir impactos econômicos e sanitários da influenza aviária.

O avanço da doença também mantém o setor avícola global em estado de atenção, principalmente diante da relevância das exportações e da necessidade de preservação do status sanitário dos países produtores.

Fonte: Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e autoridades sanitárias locais, adaptado pela equipe Feed&Food

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